Obrigações Portugal prepara emissão sindicada de dívida a seis e 30 anos

Portugal prepara emissão sindicada de dívida a seis e 30 anos

Esta dupla operação do instituto liderado por Cristina Casalinho será a segunda este ano a contar com a ajuda de um sindicato bancário. São seis as instituições a gerir a emissão, que deverá avançar em breve.
Portugal prepara emissão sindicada de dívida a seis e 30 anos
Miguel Baltazar
André Tanque Jesus 05 de abril de 2016 às 16:20

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) está a preparar uma dupla emissão sindicada de obrigações do Tesouro. Em causa estão títulos com maturidade a seis e 30 anos, segundo a informação revelada pela Bloomberg esta terça-feira, 5 de Abril. Esta será a segunda operação de Portugal em 2016 realizada com a ajuda de um sindicato bancário.

"Barclays, Citi, Credit Agricole, JPMorgan e Novo Banco foram contratados como líderes das duas futuras colocações" de obrigações com maturidade em 2022 e 2045, avançou a Bloomberg. Em causa estão títulos que têm, respectivamente, taxas de cupão de 2,2% e 4,1%, sendo que "está previsto que as transacções sindicadas sejam lançadas e fechadas no curto prazo, estando sujeitas às condições do mercado".

A data em concreto não é revela. Contudo, o instituto liderado por Cristina Casalinho, por norma, avança com a operação um ou dois dias após a contracção do sindicato bancário. Ou seja, a dupla emissão sindicada poderá avançar já na quarta-feira, 5 de Abril.

Esta será a segunda vez este ano que o Tesouro recorre ao auxílio de um conjunto de bancos. A primeira foi em Janeiro, quando angariou quatro mil milhões de euros numa nova linha de obrigações a 10 anos. Portugal costuma contratar um sindicato bancário, quando em causa está o lançamento de uma nova linha de títulos, quando pretende colocar dívida com uma maturidade muito longa, ou quando o acesso ao mercado poderá estar condicionado.

Desde a operação realizada em Janeiro, o IGCP já angariou 1.294 milhões de euros num duplo leilão de dívida a cinco e dez anos, bem como 1.087 milhões através de obrigações a cinco e 14 anos. Além disso, o Estado emitiu 1.766 milhões de euros em MTN (dívida de médio prazo) que foram comprados pelo Santander Totta. 


(Notícia actualizada às 16:36, com mais informação)




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