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Portugal quer emitir até 1.250 milhões de euros em dívida na próxima quarta-feira

O IGCP irá vender títulos de dívida a curto prazo a 18 de Junho, naquele que deverá ser o último leilão do segundo trimestre. Portugal quer ir buscar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Junho de 2014 às 15:57
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Uma semana depois de ter realizado um leilão de dívida de longo prazo com custos de financiamento ao nível mais baixo desde 2005, Portugal vai regressar aos mercados de dívida.

 

O IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, anunciou uma operação de venda de títulos de dívida para a próxima quarta-feira, 18 de Junho. Esta estava já prevista no programa de financiamento para o segundo trimestre, sendo que será a última a realizar-se até ao final de Junho.

 

O objectivo com a emissão é ir buscar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros junto de investidores. Para isso, o IGCP irá realizar dois leilões: vai reabrir uma linha de crédito a três meses, com maturidade a 19 de Setembro de 2014, e lançar uma nova linha de 12 meses, com o reembolso marcado para 19 de Junho de 2015. 

 

Este será o terceiro leilão do segundo trimestre. A 21 de Maio, Portugal também vendeu dívida com maturidades de três e 12 meses. Nessa altura, naquela que foi a primeira operação de venda de dívida após o final do programa de assistência financeira, os custos até subiram no prazo mais longo, devido aos receios face às eleições europeias de dia 25. A taxa de juro implícita nesses títulos subiram de 0,597%, em Abril, para os 0,617%, sendo que foram aí colocados mil milhões de euros. No prazo a três meses, com colocação dos restantes 250 milhões, a "yield" caiu de 0,462% para 0,432%.

 

Mais um leilão na era pós-Draghi

 

Na próxima quarta, há então um regresso aos leilões de curto prazo depois de o Tesouro ter ido aos mercados de dívida de longo prazo (mais de 18 meses) esta quarta-feira 11 de Junho. O País emitiu 975 milhões de euros em obrigações a dez anos, um montante mais elevado do que os 750 milhões pretendidos. A taxa deslizou para 3,25%.

 

Portugal beneficiou, nessa venda, da melhoria do ambiente europeu depois do anúncio do pacote de medidas de estímulo por parte do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que deram um impulso para a procura por obrigações, o que se reflectiu na subida dos preços e respectiva queda dos juros pedidos.

 

Primeira emissão após abdicação da tranche

 

Apesar de ser a segunda operação depois do anúncio de Draghi, esta será a primeira vez que Portugal testa o interesse dos investidores depois de ter sido anunciado que abdica da última tranche do empréstimo externo acordado em 78 mil milhões de euros. 

 

Não chegam assim a Lisboa os cerca de 3 mil milhões de euros que iriam concluir esse financiamento, devido aos prazos apertados que o País tinha para apresentar medidas alternativas ao chumbo a normas do Orçamento do Estado pelo Tribunal Constitucional. 

 

 

(Notícia actualizada às 16h16 com mais informações)

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