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Portugal tem de diminuir dependência dos combustíveis fósseis

Portugal tem de diminuir a sua dependência dos combustíveis fósseis. Esta foi uma das principais ideias defendidas na conferência sobre a política energética organizada pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). José Penedos, presidente da REN,

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Março de 2006 às 20:57
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Portugal tem de diminuir a sua dependência dos combustíveis fósseis. Esta foi uma das principais ideias defendidas na conferência sobre a política energética organizada pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). José Penedos, presidente da REN, e Mira Amaral foram os oradores presentes onde se falou do mercado de energia em Portugal, na energia nuclear e no mercado ibérico.

Um dos problemas da dependência de combustíveis fosseis é que Portugal não tem combustíveis fósseis, «importamos tudo o que consumimos, o que significa que, com as taxas de crescimento de consumos (na ordem dos 4 a 5%) e com uma potência térmica reduzida, o «sistema não aguenta», disse José Penedos.

«Temos de ter um sistema energético menos dependente de combustíveis fósseis», afirmou Mira Amaral, acrescentando que «os governos deveriam apostar» em biocombustíveis e na biomassa, «esta seria uma resposta europeia inteligente». O orador considera que o hidrogénio é «o combustível do futuro» e quando se referiu à energia nuclear disse que esta iria surgir.

«Em termos económicos», esta energia justifica-se de alguma forma. Contudo, não «reduz a dependência do petróleo». Mas, para Mira Amaral, a energia nuclear tem de ter «uma lógica ibérica» pois não faz sentido montar um pesado aparelho de segurança em Portugal para uma ou duas centrais, o que faz com que «não possamos separar as redes» de Portugal e Espanha.

José Penedos diz que considera «razoável o nuclear na década 20» mas, para isso, terá de haver um grande discussão na nossa sociedade.

O espaço ibérico é um espaço «não regulamentado» e a única coisa que «temos é o horizonte» de 2007, contudo a «regulamentação é assimétrica», a forma de «fixar tarifas é assimétrica» e as competências das diferentes entidades são diferentes nos dois países. «Não se percebe como se terá em 2007 um mercado sem haver regulação», afirmou José Penedos.

Não «é por falta de capacidade de trânsito entre as redes de Portugal e Espanha» que o mercado ibérico não arranca, «é por outros problemas», como a regulação, disse o mesmo responsável.

Galp e EDP futuros concorrentes

«Devemos ter duas empresas concorrentes» no mercado nacional, tal como se tem falado. E as empresas apontadas são a Energias de Portugal (EDP) e a Galp. As empresas em causa olham para «isto como um desafio», que «suponho que seja viabilizado nos próximos anos», disse José Penedos.

Mais tarde as empresas «vão procurar parceiros estrangeiros para evitarem confrontos» internos, num país pequeno como Portugal, defendeu o mesmo responsável.

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