Obrigações Portugal vende até 1.250 milhões de euros em dívida na quarta-feira

Portugal vende até 1.250 milhões de euros em dívida na quarta-feira

Obrigações do Tesouro a seis e a dez anos estarão à venda na próxima quarta-feira, 13 de Julho. O Estado pretende endividar-se entre 1.000 e 1.250 milhões de euros. Será o primeiro leilão de dívida depois do Brexit.
Portugal vende até 1.250 milhões de euros em dívida na quarta-feira
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 08 de julho de 2016 às 16:36

O Tesouro português vai tentar levantar mais dinheiro junto de investidores na próxima semana. O leilão de dívida de longo prazo está agendado para quarta-feira, 13 de Julho, e poderá significar um empréstimo de 1.250 milhões de euros.


"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 13 de Julho pelas 10:30 horas dois leilões das OT com maturidade em 17 de Outubro de 2022 e 21 de Julho de 2026, com um montante indicativo global entre EUR 1000 milhões e EUR 1250 milhões", assinala o e-mail enviado pelo IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa.

No programa de financiamento do IGCP para o terceiro trimestre, divulgado este mês, já se anunciava que se pretendia fazer emissões de obrigações do Tesouro com perspectivas de ir levantar entre 1.000 a 1.250 milhões de euros. Nestas operações, o Estado pede emprestados estes valores vendendo as Obrigações. Nas respectivas maturidades, tem de proceder à devolução.

 

No último leilão de Obrigações do Tesouro, realizado a 8 de Junho, a entidade presidida por Cristina Casalinho alienou títulos que vencem em 2012 e em 2025, ou seja, a cinco e nove anos. Na altura, a operação correu bem para Portugal, já que colocou o montante máximo previsto (1.000 milhões de euros) a taxas de juro mais baixas do que as praticadas no mercado secundário.

 

O leilão da próxima semana é o primeiro que ocorre com colocação de Obrigações do Tesouro depois de decidido o Brexit, que trouxe volatilidade aos mercados financeiros. A única operação que envolveu este tipo de título de dívida foi a de troca de dívida, em que a agência trocou obrigações que venciam entre 2017 e 2019 por títulos que só terá de pagar em 2025 e 2037.

 

Além de leilões de médio e longo prazo, o Tesouro português também faz emissões de Bilhetes do Tesouro, que vão até 18 meses de vencimento. No terceiro trimestre, o IGCP espera conseguir ir buscar entre 3,75 e 4,5 mil milhões de euros. O primeiro leilão destes Bilhetes deste mês ocorre a 20 de Julho. 

Todas estas operações têm lugar no mercado primário, em que o Estado vende os títulos directamente a investidores institucionais como bancos, seguradoras ou fundos de pensões. Depois, estes títulos podem ser comercializados, o que acontece no chamado mercado secundário, onde há trocas de dívida entre os investidores.

Os preços praticados no mercado secundário servem de barómetro para perceber qual o preço que o Estado terá de aceitar para vender títulos aos institucionais no mercado primário - é esse preço que corresponde ao custo de financiamento do Estado. 

(Notícia actualizada às 17:03 com mais informações)




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