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Portugueses apresentam o maior número de queixas à CMVM em seis anos

Os investidores nacionais apresentaram, no primeiro semestre, 248 reclamações junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a maioria sobre má prestação de informação pelos intermediários financeiros. É o maior número desde 2002 e representa um aumento de 86,5% face ao semestre homólogo.

Patrícia Silva Dias patriciadias@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 12:45
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Os investidores nacionais apresentaram, no primeiro semestre, 248 reclamações junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a maioria sobre má prestação de informação pelos intermediários financeiros. É o maior número desde 2002 e representa um aumento de 86,5% face ao semestre homólogo.

Segundo a informação divulgada hoje pelo regulador, “é o registo mais elevado, pelo menos, desde o primeiro semestre de 2002”. Das 248 reclamações recebidas pela CMVM, uma maioria de 184 visaram a actuação dos intermediários financeiros.

Em relação aos assuntos mais reclamados, 52% do total de queixas são relativas a informação deficiente prestada pelos intermediários financeiros, seguindo-se as reclamações sobre a comercialização de produtos estruturados, que representou 14% do total.

Face ao significativo aumento do número de queixas, a instituição presidida por Carlos Tavares alerta para o “empolamento estatístico nos dados das reclamações no primeiro semestre de 2008” devido ao facto de ter sido atribuída à CMVM a regulação dos seguros de vida “unit linked”, antes supervisionados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP), e dos instrumentos de captação de aforro estruturado indexados a valores mobiliários, anteriormente sob regulação do Banco de Portugal.

“Retirando este efeito estatístico, chegaram à CMVM 204 queixas, o que se mantém como o registo mais elevado pelo menos desde os primeiros seis meses de 2002”, refere o comunicado do regulador.

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