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Portugueses descobrem os “contratos pela diferença”

O mau momento dos mercados financeiros tem levado os investidores a procurarem activos alternativos à negociação em bolsa, como é o caso dos contratos pela diferença (CFD). Apenas nos três primeiros meses do ano, os CFD já negociaram mais de metade do val

Ainda assim, o alívio vivido na bolsa portuguesa em Março travou o crescimento do produto. De acordo com os dados divulgados ontem pela CMVM, no final do primeiro trimestre tinham sido negociados 6,49 milhões de euros, mais do dobro dos 12,43 milhões transaccionados em 2007.

O valor negociado em CFD no primeiro trimestre registou um aumento de 206% face ao mesmo período do ano anterior, representando 24,2% do montante negociado em acções. O produto tem vindo a desenhar uma trajectória ascendente desde Julho de 2007, altura em que começaram a surgir os primeiros sinais de instabilidade nos mercados. Contudo o crescimento mais acentuado deu-se nos primeiros dois meses deste ano. No mês passado, o volume negociado recuou 7% face a Fevereiro, totalizando os 2,11 milhões de euros. Este decréscimo coincidiu com um período de alguma recuperação na bolsa nacional, que deslizou apenas 4,17% no terceiro mês do ano, uma queda inferior às registadas nos meses anteriores.

No primeiro trimestre, os CFD representaram 8,5% do volume total negociado no mercado de derivados, seguindo-se aos futuros, que lideram as transacções deste segmento com 84,3% do montante movimentado.

Disponível no mercado nacional desde 2002, este instrumento é negociado fora de bolsa e apenas pode investir em acções e índices. Os CFD distinguem-se da negociação tradicional pela sua capacidade de alavancagem, pois o investidor pode assumir posições sem investir a totalidade do capital. Por outro lado, o investidor pode ganhar também com as descidas dos papéis e não apenas com as subidas, ou seja, pode antecipar a queda de um título e beneficiar com ela. No mercado nacional, as corretoras que disponibilizam este instrumento são a Orey Valores, a DIF Broker, a LJ Carregosa, o Best e a Golden Broker. São estas características que os tornam mais procurados em épocas de maior volatilidade, como a que assistimos nos primeiros meses do ano.

Negócios caem em Março

O número de ordens recebidas pelos intermediários financeiros em Portugal desceu 21,3%, face a Fevereiro, atingindo os 286 mil milhões de euros, de acordo com os dados da CMVM. Já a negociação de acções caiu 5% para os 7,34 milhões de euros e representou 11,9% do total intermediado. Ainda assim, as ordens sobre acções corresponderam a 88,3% do total de ordens recebidas.

O momento de queda vivido nas bolsas tem afastado os investidores das acções em detrimento de outros produtos, tais como o investimento em dívida, quer privada, quer pública, com a primeira a destacar-se. No mês passado, o volume negociado em dívida privada cresceu 48%, face ao mês anterior, alcançando os 13,5 milhões de euros, enquanto que a dívida pública ganhou 9% para os 426 mil euros. Ainda assim, em relação ao período homólogo, a dívida privada disparou 518%.

Portugal enquanto destino de ordens recebidas por intermediários financeiros nacionais viu o seu peso diminuir em 9%, face ao mês anterior, penalizado sobretudo pela quebra da negociação em acções e em “warrants”.

Valor investido em CFD dispara em períodos de maior instabilidade

Fonte: Bloomberg e CMVM.

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