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Portugueses perdem dinheiro nos estruturados

Os depósitos estruturados estão a gerar perdas potenciais aos milhares de portugueses que confiaram as poupanças a estes produtos. Com uma rentabilidade habitualmente indexada a índices, cabazes de acções e fundos de investimento, não escapam à forte desvalorização dos activos.

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Os depósitos estruturados estão a gerar perdas potenciais aos milhares de portugueses que confiaram as poupanças a estes produtos. Com uma rentabilidade habitualmente indexada a índices, cabazes de acções e fundos de investimento, não escapam à forte desvalorização dos activos. E as perdas potenciais acabam mesmo por anular o retorno obtido com a magra fatia do dinheiro aplicada nos depósitos a prazo, mesmo quando estes apresentam taxas de juro elevadas.

A conclusão tem por base a análise ao desempenho de alguns destes produtos comercializados pelas instituições financeiras em Portugal, no início de 2008. É o caso do "Activo mais melhores talentos", produto vendido pelo ActivoBank7 que conjugava um depósito a prazo, sendo 70% do capital investido aplicado num de dois fundos: o "BPI Reestruturações" e o "PIMCO GIS Total Return Bond".

Um investidor que tenha contratado este produto há 12 meses, e optado pelo fundo do BPI contará com prejuízos de 907 euros, numa aplicação de 5.000 euros. Perda esta já descontada do ganho obtido com a componente do depósito, que apresentava um juro bruto anual de 6%, mas aplicado a apenas 60 dias. Ou seja, um retorno líquido de apenas 12 euros, valor claramente insuficiente para colmatar as perdas com a restante aplicação.

Além destas soluções duais, há depósitos cuja remuneração está indexada a um determinado conjunto de activos. Aqui o capital é sempre garantido, mas só na maturidade.

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