Bolsa Powell eleva Wall Street para novos máximos

Powell eleva Wall Street para novos máximos

Powell deixou claro que a Fed não vai acelerar o ritmo das subidas de juro nos EUA. As palavras ditaram maiores subidas nas bolsas e queda do dólar.
Powell eleva Wall Street para novos máximos
Reuters
Sara Antunes 24 de agosto de 2018 às 21:11
As bolsas americanas fecharam em alta, renovando máximos históricos, a beneficiarem do discurso do presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, que acalmou os ânimos em torno de um acelerar do ritmo de subidas de juros no país. 

O Dow Jones subiu 0,52% para 25.790,49 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,86% para 7.945,98 pontos e o S&P500 cresceu 0,62% para 2.874,69 pontos. Estes dois últimos índices tocaram assim em níveis nunca antes vistos. 

"A economia está forte. A inflação está perto do nosso objectivo de 2% e a maioria das pessoas que quer um trabalho encontra um… Se o crescimento forte dos rendimentos e nos postos de trabalho continuar, mais subidas graduais parecem ser o adequado". Além disso, "não parece haver um risco elevado de sobreaquecimento" da economia.

 

Tudo questões que justificam uma política de subidas progressivas dos juros.

 

O facto de Powell não ter tido um discurso mais assertivo no que toca às próximas subidas de juros levou a que os investidores fizessem subir mais as bolsas, que tocaram em máximos históricos, e pressionassem o dólar. Este comportamento revela alguma travagem no entusiasmo que tem sido construído à volta da subida de juros nos EUA.

 

Ainda assim, a maioria dos analistas do mercado de juros continua a apostar em mais dois aumentos do preço do dinheiro nos EUA, um em Setembro e outro em Dezembro. Actualmente, a taxa de juro encontra-se no intervalo entre 1,75% e 2%.

Entre as cotadas, destaque para a Autodesk, que disparou mais de 15% para 157,20 dólares, depois de ter reportado resultados trimestrais que superaram as estimativas dos analistas.

 

A Netflix, também subiu mais de 5% para 358,82 dólares, depois de ter sido alvo de uma nota de análise por parte da SunTrust Robinson Humphrey, que prevê que o crescimento da empresa no terceiro trimestre vai igualar ou mesmo superar as estimativas de Wall Street, segundo a Reuters.

 

Do lado oposto, destaque para a Gap e para a Foot Locker. A primeira deslizou mais de 8,5%, enquanto a segunda perdeu mais de 9%, depois de terem revelado dados das vendas que ficaram aquém do previsto.