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Prazo para participar na AG da Portugal Telecom termina às 17 horas

Os accionistas da Portugal Telecom (PT) que queiram participar na assembleia geral (AG) de 2 de Março terão até às 17 horas de hoje para pedir o bloqueamento das suas acções. A Sonaecom emitiu o último comunicado a apelar à participação dos accionistas na

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 23 de Fevereiro de 2007 às 13:18
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Os accionistas da Portugal Telecom (PT) que queiram participar na assembleia geral (AG) de 2 de Março terão até às 17 horas de hoje para pedir o bloqueamento das suas acções. A Sonaecom emitiu o último comunicado a apelar à participação dos accionistas na AG mais mediática de sempre do mercado de capitais português.

O prazo para os accionistas da Portugal Telecom (PT) [PTC] participaram na assembleia geral de acções de 2 de Março termina hoje às 17 horas, segundo informação que consta do "site" da operadora de telecomunicações (ver tabela em baixo).

Nesta reunião, os donos da empresa – que se estima serem mais de 100 mil – vão deliberar sobre a possibilidade de desblindar os estatutos da PT que actualmente limitam a 10% a contagem dos votos de cada accionista, independentemente da percentagem de capital detido.

Na oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Sonaecom em Fevereiro do ano passado, a empresa colocou como condição de sucesso da oferta a compra de 50,01% do capital da PT.

Por isso, na AG da próxima sexta-feira, os accionistas terão de dar luz verde à Sonaecom para que possa votar com todas as acções compradas durante a OPA.

Caso os accionistas não aprovem esta deliberação, então a OPA da Sonaecom cai automaticamente por terra.

Arranca a contagem de espingardas

Até agora, a Telefónica, o maior accionista da PT com 9,96% e o ABN Amro com cerca de 1,28%, foram os únicos accionistas que já deixaram claro que vão votar favoravelmente a desblindagem dos estatutos.

A Sonaecom, que controla 1% do capital da PT, também irá votar favoravelmente.

Contra a desblindagem já se manifestaram o Banco Espírito Santo (com 8,08% da PT); a Fundação José Berardo (com 2,07%) e a Ongoing Strategy (dona de 3% do capital da PT).

A Brandes Investment Partners, terceiro maior accionista da PT com 7,67% do capital, veio hoje anunciar que não vai vender acções na OPA a 10,50 euros, mas não desvendou se vai votar contra ou a favor da desblindagem dos estatutos.

A relação de forças na AG vai depender do capital presente. Na última AG da PT, estiveram representados cerca de 50% do capital da operadora. Se este cenário se repetir, então bastará a administração de PT reunir um terço dos votos ou 16,7% do capital para bloquear a desblindagem.

Já a Sonaecom tem uma tarefa mais árdua, já que necessita de dois terços do capital para levantar o limite à contagem dos votos, ou seja, 33,33%.

No entanto, na AG de 2 de Março, são esperados mais accionistas. Até ontem, cerca de um terço do capital da PT já estava bloqueado, mas Paulo Azevedo já deu indicações aos analistas que o objectivo da Sonaecom é que 75% do capital esteja presente.

Num comunicado enviado hoje pela Sonaecom, a empresa faz um último apelo à participação dos accionistas na AG.

"Se a alteração dos estatutos da PT não forem alterados na AG de 2 de Março, a oferta da Sonaecom cai por terra", relembra a empresa liderada por Paulo Azevedo.

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