Mercados Preços das casas atingem máximos do segundo trimestre de 2011

Preços das casas atingem máximos do segundo trimestre de 2011

O índice de preços da habitação registou uma subida de 5%, no último trimestre do ano passado. No acumulado do ano, os preços das casas cresceram cerca de 3%, segundo o INE.
Preços das casas atingem máximos do segundo trimestre de 2011
Miguel Baltazar/Negócios
Raquel Godinho 22 de março de 2016 às 12:27

O índice de preços da habitação registou, nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5% face ao período homólogo. E cresceu 1,2% face ao trimestre anterior, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira. Atingiu o valor mais elevado desde o segundo trimestre de 2011. O maior crescimento tem sido sentido nas casas usadas.

"Os alojamentos existentes registaram, pelo quinto trimestre consecutivo, uma taxa de variação homóloga (5,1%) superior à observada para os alojamentos novos (4,8%)", refere o INE.


No que diz respeito ao acumulado do ano, os preços cresceram 3,1%. Uma subida que compara com o avanço de 4,3% registado em 2014, "ano em que se inverteu a redução dos preços das habitações em Portugal observada nos três anos anteriores".


Quanto às vendas de casas, no ano passado, registaram-se 107.302 transacções, mais 27,4% do que em 2014. Este valor representa um máximo de 2010. Estas operações ascenderam a cerca de 12,5 mil milhões de euros, mais 30,8% do que um ano antes.


"Este é o terceiro ano consecutivo com aumentos das transacções de alojamentos, registando-se taxas de crescimento de 4,4%, 5,6% e 27,4%, em 2013, 2014 e 2015, respectivamente", sublinha o INE.


Do total de imóveis vendidos, cerca de 20% foram novos, o peso mais baixo desde o início de 2009, quando começou a recolha destes dados.


Apenas nos últimos três meses, foram vendidos 29.835 imóveis, mais 16,8% do que no período homólogo. Trata-se do valor mais elevado desde o quarto trimestre de 2010. "Neste período, os alojamentos existentes mantiveram a dinâmica registada nos cinco trimestres anteriores, apresentando um ritmo de crescimento do número de transacções (19,8%) superior ao observado nos alojamentos novos (6,0%)", conclui o INE.




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