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Preços do petróleo vão continuar a subir até 2007

Os preços do petróleo vão continuar a subir nos próximos meses devido sobretudo à capacidade limitada das refinarias para elaborar os seus produtos derivados do crude que precisam cada vez de mais quantidades que deverá aumentar apenas no início de 2007.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 24 de Agosto de 2005 às 11:59
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Os preços do petróleo vão continuar a subir nos próximos meses devido sobretudo à capacidade limitada das refinarias para elaborar os seus produtos derivados do crude que precisam cada vez de mais quantidades que deverá aumentar apenas no início de 2007.

Para além disso, a instabilidade no Médio Oriente e as dificuldades dos países que não pertencem à Organização dos Países Exportadores de Petróleo em aumentar a produção são também factores que impulsionam os preços.

Este é o panorama descrito pelo secretário-geral da OPEP, Adnan Shihab-Eldin em entrevista ao jornal «Kurier» que defende que a organização cumpre ao máximo a sua função de fornecer petróleo ao mundo, assegurando que os mercados estão bem abastecidos, mas que prevê que a matéria-prima deverá continuar a atingir novos máximos recordes.

«Não prevejo que os preços do petróleo venham a cair tão cedo», disse o mesmo responsável acrescentando que «há uma hipótese razoável de que o preço caia para níveis abaixo dos 50 dólares mas tal não é provável».

Actualmente «estamos a produzir 30,3 milhões de barris por dia. A procura mundial de petróleo da OPEP situa-se nos 30,2 milhões de barris e deverá subir até aos 30,5 milhões de barris nos últimos três meses deste ano e a OPEP pode facilmente oferecer esse volume», explicou o também responsável pelo Departamento de Investigação do grupo.

A impulsionar os preços estão factores como a instabilidade nas negociações do Iraque e do Irão relativamente ao seu programa nuclear. A isto juntam-se «os grandes défices na indústria de processamento de crude em países consumidores como os EUA e a China» e também um «menor crescimento na oferta dos produtores que não são membros da OPEP», acrescentou.

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