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Preocupações de Trichet animam bolsas europeias

As bolsas europeias inverteram a tendência de queda depois de Jean-Claude Trichet ter manifestado a sua preocupação com a volatilidade do mercado cambial.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 13:40
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As bolsas europeias inverteram a tendência de queda depois de Jean-Claude Trichet ter manifestado a sua preocupação com a volatilidade do mercado cambial, indicando que a autoridade monetária está preocupada com o crescimento económico. .

O índice Stoxx 50 segue agora a subir 0,21% para os 3.063,46 pontos, depois de já ter estado a perder mais de 1%. Todos os mercados europeus inverteram a tendência de queda, à excepção da Euronext Lisbon que permanece em terreno negativo a cair 0,57%, pressionada pela forte queda do Banco BPI.

A maior subida está a ocorrer em Espanha, onde o Ibex [ibex] sobe mais de 1% impulsionado pelos títulos do sector eléctrico (Gas Natural, REE, Enagás e Iberdrola). De acordo com o diário espanhol "El Mundo", a vitória do PSOE nas eleições legislativas espanholas favorece a consolidação das empresas do sector.

As restantes praças europeias animaram e inverteram a tendência de queda depois do presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter afirmado que está preocupado com a volatilidade no mercado cambial.

As declarações de Trichet indicam que a autoridade monetária da Zona Euro está preocupada com o crescimento económico na Região pelo que pode reduzir os juros para evitar um abrandamento acentuado.

"Estamos preocupados com a excessiva movimentação nas taxas de câmbio, nas presentes circunstâncias", afirmou Trichet, em declarações citadas pela Bloomberg, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos banqueiros do G10 em Basileia, na Suíça.

O responsável máximo da autoridade monetária da Zona Euro acrescentou que a "excessiva volatilidade e os movimentos desordeiros nas taxas de câmbio não são desejáveis para o crescimento económico".

Neste momento, as acções do HSBC, da Suez e da BP sobem mais de 2%, enquanto a Société Générale ganha 1,92% e o Lloyds valoriza 1,77%.

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