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Presidente da Bolsa: Se europa tomar as decisões correctas, 2012 será um ano melhor

A queda de cerca de 25% do PSI-20 este ano insere-se numa tendência generalizada, considera o presidente da bolsa de Lisboa, que acredita que 2012 poderá ser melhor se a Europa tomar as opções correctas.

Lusa 08 de Dezembro de 2011 às 10:22
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"O que se passou em Portugal não foi específico, afectou vários países. O índice reflecte a forma como os agentes económicos estão a incorporar as informações sobre o euro, a sustentabilidade da dívida soberana, a economia global", afirmou à Lusa Luís Laginha, presidente da NYSE Euronext Lisboa.

Desde o início do ano, o principal índice da bolsa portuguesa já perdeu mais de 25%, devendo fechar pelo segundo ano no vermelho.

Considerando que o fundamental é criar confiança para os investidores voltarem ao mercado, para 2012 Luís Laginha acredita que a tendência negativa poderá inverter-se caso os líderes políticos europeus tomem decisões que os mercados considerem adequadas e lhes devolvam o optimismo.

"Os agentes económicos estão dispostos a correr riscos, mas não gostam de incertezas. Se os mercados sentirem que o caminho que está a ser percorrido é o correcto, começam a antecipar melhorias e a abrirem janelas de oportunidade que podem acelerar esse caminho", disse Laginha.

O regresso aos desempenhos positivos dos mercados também seria importante para que mais empresas olhassem para os mercados de capitais como uma oportunidade e levassem as suas acções a negociar em bolsa, acrescentou.

No entanto, Laginha recusa que Portugal seja um destino periférico em termos de investimento.

"O capital não tem pátria, circula para onde pode ser rendibilizado. Se conseguirmos projectar para fora das fronteiras factores que nos distinguem conseguiremos atraí-lo e precisamos dele para que as empresas tenham o chamado oxigénio para aproveitarem as oportunidades", referiu.

As privatizações poderão ser uma oportunidade para atrair esse investimento, considerou, já que "podem dar origem a externalidades que beneficiam as empresas cotadas mas também o mercado em geral".

Questionado sobre para quando a entrada da primeira empresa portuguesa na Alternext (mercado accionista vocacionado para a Pequenas e Médias Empresas), que ainda não aconteceu apesar das perspectivas positivas que existiam para este ano, Laginha afirmou que é algo que deve ser equacionado sobretudo quando as empresas sentem cada vez mais dificuldades no financiamento das instituições bancárias, mas também reconheceu que o momento negativo vivido nas praças bolsistas afasta de momento estes projectos.

"No entanto, mesmo quando os mercados passam por períodos de descida, deve ser comparado o que pode ser obtido no mercado face ao que está a ser disponível fora dele e mesmo neste contexto mais difícil pode continuar a ser a melhor opção ir ao mercado mesmo que não seja ao preço desejado", concluiu.

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