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Presidente da CMVM diz mercados dão sinais de retoma

O mercado indicia, desde Março, uma retoma das actividades bolsistas, disse Teixeira dos Santos, presidente da CMVM, referindo, no entanto, que «não convém que sejamos demasiado optimistas».

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Junho de 2003 às 16:05
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O mercado indicia, desde Março, uma retoma das actividades bolsistas, disse Teixeira dos Santos, presidente da CMVM, referindo, no entanto, que «não convém que sejamos demasiado optimistas».

«A conjuntura que temos vivido não é das melhores», daí o reduzido número de operações no mercado de capitais nacional, aliada à saída de emitentes da nossa Bolsa, destacou a mesma fonte.

O presidente da CMVM «espera que esse clima passe». Os sinais do mercado, «desde Março até agora, mostram alguma recuperação, mas temos que ter cautelas».

A recuperação bolsista a nível mundial em conjunto com a «estratégia proactiva da Euronext» deverão permitir o relançamento da nossa Bolsa, cujo principal «benchmark» PSI20 perdeu 25,62% em 2002, tendo subido 1,162% desde o início deste ano.

A CMVM diz estar disposta a colaborar com a exigência mais apertada de regras de transparência para poder atrair investidores para o nosso mercado.

CMVM diz banca devia promover financiamento através de recurso ao mercado

O papel dos intermediários financeiros é essencial para aumentar o interesse pelos valores mobiliários.

Teixeira dos Santos queixa-se que a preocupação dos bancos incide muito mais sobre a concessão de crédito do que pela promoção do financiamento através do mercado de capitais.

«As entidades financeiras existentes actuam no domínio do crédito. Não dão grande importância ao mercado de capitais», frisou o mesmo responsável.

Para Teixeira dos Santos, a iniciativa dos bancos «de desintermediarem menos, aliviando a componente de crédito fornecendo soluções aos clientes de financiamento através de mercado de capotais» era importante para retomar a actividade da Bolsa nacional.

Também os empresários deveriam apostar mais neste segmento de mercado.

CMVM registou 14 operações este ano

Até 12 Junho deste ano, foram registadas 14 operações de Bolsa, seis das quais ofertas públicas de subscrição e duas ofertas públicas de aquisição (OPA). Foram fiscalizados, entre Janeiro e 9 de Junho, 23 registos em «sites» para recepção de ordens de bolsa e nove instituições de crédito.

Desde o início do ano, no âmbito das suas atribuições de regulador o mercado, a CMVM abriu nove processos de inquérito por manipulação de mercado ou abuso de informação privilegiada.

Entre 2000 a 2003, a CMVM participou às autoridades judiciárias, 23 casos, 12 por suspeita de abuso de informação privilegiada e seis por manipulação de mercado, tendo enviado dois desses processos para a Procuradoria Geral da República por considerar alegados crimes de mercado.

Este ano, estão a decorrer 53 processos de contra-ordenação.

Processo Serzedelo concluído

O processo de inquérito a Manuel Serzedelo, ex-administrador da Portugal Telecom, maior accionista da PT Multimédia [PTM], por alegado abuso de informação privilegiada foi concluído pelo conselho directivo da CMVM, disse Teixeira dos Santos que não quis especificar se o processo vai para a PGR ou se foi arquivado.

«A CMVM já tomou uma deliberação envolvendo transacções de acções da PT Multimedia», avançou o presidente da CMVM, na Conferência Anual da entidade reguladora do mercado de capitais.

A investigação sobre Serzedelo, que teve início há vários meses, prende-se com valorizações e volumes de negociação considerados anormais para aquele título, impulsionados por uma empresa gerida por aquele responsável, na altura em que uma troca de participações dentro do Grupo Portugal Telecom (PT) permitiu à detentora da TV Cabo o saneamento da quase totalidade da sua dívida.

Por Bárbara Leite

Medidas de Reforma do Regime de Auditoria em formato PDF.

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