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Presidente do grupo Euronext admite venda da Interbolsa nos próximos anos

O presidente do grupo Euronext admitiu hoje vender a Interbolsa, a empresa responsável pela custódia e liquidação da Euronext Lisbon. Questionado sobre a possibilidade de vender a empresa, Jean-François Théodore afirmou, na conferência telefónica de apres

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 13 de Março de 2007 às 17:07
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O presidente do grupo Euronext admitiu hoje vender a Interbolsa, a empresa responsável pela custódia e liquidação da Euronext Lisbon. Questionado sobre a possibilidade de vender a empresa, Jean-François Théodore afirmou, na conferência telefónica de apresentação dos resultados de 2006, que se "trata de um caso específico para o qual a Euronext terá de olhar nos próximos anos".

A Euronext tem vindo nos últimos anos a alienar progressivamente a sua participação na LHC.Clearnet, a empresa responsável pela liquidação das bolsas do grupo, de forma a aumentar a sua independência. Na segunda-feira, o grupo pan-europeu anunciou que vai vender mais uma parte da sua participação na LHC.Clearnet, reduzindo a sua posição de 16,1% para 5%.

A Interbolsa, em Portugal, é o único negócio de custódia e liquidação ainda totalmente detido pela Euronext. Ontem, em conjunto com os resultados do grupo, foram divulgadas as receitas da empresa, que ficaram inalteradas nos 14,5 milhões de euros. No comunicado de apresentação das contas, o grupo salienta que este resultado foi conseguido "apesar da redução substancial das comissões cobradas".

Euronext Lisbon poupa até um milhão de euros com mudança de instalações

Os responsáveis da Euronext revelaram também, na apresentação dos resultados do grupo, que a mudança de instalações da Euronext Lisbon, em Outubro de 2005, permitiu uma poupança nos custos entre 500 mil e um milhão de euros em 2006.

Este foi um dos factores apontados para a redução dos custos com instalações do grupo, a par da alienação dos escritórios onde funcionava a empresa CIK e da transferência dos escritórios da LMS para a AEMS.

Apesar desta poupança, os custos do grupo pan-europeu aumentaram 7,7% para 693 milhões de euros, sobretudo devido à subida dos encargos com recursos humanos e aos 47,6 milhões de euros despendidos em consultoria com o processo de fusão entre a Euronext e a New York Stock Exchange.

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