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Prestação da casa só baixa a partir de Dezembro

A queda acentuada das taxas Euribor mantém-se, o que representa boas notícias para as famílias. Mas na realidade, quem revir o empréstimo em Novembro ainda não vai ter uma redução da prestação. Só as famílias que tiverem a revisão dos contratos em Dezembro irão sentir a descida da prestação. E isto, se o sentimento de acalmia que se vive no mercado monetário se mantiver.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 00:02
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A queda acentuada das taxas Euribor mantém-se, o que representa boas notícias para as famílias. Mas na realidade, quem revir o empréstimo em Novembro ainda não vai ter uma redução da prestação. Só as famílias que tiverem a revisão dos contratos em Dezembro irão sentir a descida da prestação. E isto, se o sentimento de acalmia que se vive no mercado monetário se mantiver.

A média mensal da Euribor a seis meses fixou-se ontem nos 5,333%, depois de sete quedas diárias consecutivas, um valor que está bastante acima da média de Abril que se situou nos 4,795% (mês de referência para as revisões dos contratos de Maio). Se a taxa Euribor mantiver a tendência de queda que se tem verificado, só a média mensal de Novembro deve efectivamente descer. O que significa que as famílias que têm a revisão semestral do contrato em Dezembro devem ser as primeiras a sentirem os efeitos das medidas anunciadas pelos governos europeus e pelos bancos centrais.

Novembro será mesmo o pior mês para contrair um empréstimo desde que as taxas Euribor servem de indexantes nos contratos de crédito. É que a média mensal de Outubro será a mais elevada de sempre, o que faz com que as prestações sejam mais altas. E esta tendência é partilhada pela generalidade das Euribor. A média mensal da taxa a três meses cedeu ontem para os 5,265%, ainda longe dos 4,961% verificados em Julho.

As quedas das taxas Euribor, que são juros interbancários além de serem indexantes nos contratos de crédito, surgiram depois dos governos europeus terem anunciado que iam ser fiadores dos bancos para estes se conseguirem financiar. Esta medida em conjunto com as descidas de juros do BCE e as injecções de dinheiro dos bancos centrais provocaram descidas generalizadas. A Libor a três meses, em dólares, registou ontem a maior queda em nove meses.

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