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Prestação do crédito sobe 15% desde a crise

Os encargos com o crédito à habitação não param de aumentar. Este mês o acréscimo da prestação ronda os 40 euros mensais, numa altura em que a crise financeira está a elevar os juros para máximos históricos. Desde o início da crise, no Verão passado, as mensalidades do crédito já aumentaram cerca de 15%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 00:01
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Os encargos com o crédito à habitação não param de aumentar. Este mês o acréscimo da prestação ronda os 40 euros mensais, numa altura em que a crise financeira está a elevar os juros para máximos históricos. Desde o início da crise, no Verão passado, as mensalidades do crédito já aumentaram cerca de 15%.

O Negócios fez as contas e concluiu que uma família que tenha um empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um "spread" de 0,7% e a Euribor a seis meses como indexante, vai passar a pagar 594,35 euros por mês ao banco, caso a revisão do contrato ocorra em Outubro. Este valor corresponde a um aumento mensal de quase 40 euros, face à última revisão. Quem tiver como indexante a Euribor a três meses terá um aumento inferior (5 euros).

A crise financeira é a principal responsável pelos aumentos consecutivos das prestações com o crédito, uma vez que a Euribor tem renovado consecutivamente máximos históricos. Foi o que aconteceu ontem com a Euribor a seis meses, que atingiu um recorde nos 5,377%, atirando a média mensal de Setembro (que serve de referência para os créditos revistos este mês) para 5,219%.

As prestações dos créditos, com a nova revisão, ficarão 75,95 euros mais caras do que em Julho de 2007, mês em que a crise se instalou nos mercados. Ou seja, a crise já provocou aumentos nas prestações de quase 15%, no caso dos empréstimos associados à Euribor a seis meses.

E esta escalada não tem fim à vista, já que as taxas Euribor reflectem os juros cobrados pelos bancos. Com o mercado de crédito "congelado" e os bancos cada vez mais relutantes em emprestarem dinheiro entre si, a manutenção do diferencial elevado entre as Euribor e a taxa de juro de referência do BCE deverá continuar.

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