Bolsa PSI-20 cai pela quarta sessão com BCP e Galp a penalizar

PSI-20 cai pela quarta sessão com BCP e Galp a penalizar

A bolsa nacional fechou no vermelho pela quarta sessão, num dia que maioritariamente de ganhos para as congéneres europeias.
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Rita Faria 16 de janeiro de 2018 às 16:48

Depois de ter estado a subir durante grande parte da sessão, a bolsa nacional acabou por fechar o dia com sinal vermelho, pela quarta vez consecutiva. Com seis cotadas em queda, dez em alta e duas inalteradas, o PSI-20 desceu 0,13% para 5.613,58 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP e pela Galp Energia, precisamente as empresas que ajudaram a suportar os ganhos durante a manhã.

Na Europa, os principais índices estão maioritariamente em alta ligeira, com o pessimismo do sector mineiro e do petróleo e gás a ser abafado pelas subidas no imobiliário e ‘utilities’. Isto numa altura em que o petróleo de referência para a Europa, o Brent, desce mais de 1% para negociar na casa dos 69 dólares.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, valoriza 0,02% para 397,92 pontos, com o londrino Footsie e o português PSI-20 a contrariarem a tendência.

Em Lisboa, o BCP deslizou 0,65% para 28,91 cêntimos, naquela que foi já a quinta sessão de perdas para o banco liderado por Nuno Amado.

A Galp Energia, por seu lado, recuou 0,65% para 16,10 euros, acompanhando a queda da cotação da matéria-prima, num dia que foi negativo também para o grupo EDP. A casa-mãe encerrou inalterada em 2,91 euros, enquanto a EDP Renováveis deslizou 0,14% para 7,07 euros. Ainda na energia, a REN somou 1,02% para 2,564 euros.

A contribuir para a descida do principal índice português estiveram também a Altri e a Jerónimo Martins. A retalhista caiu 0,74% para 17,325 euros, enquanto a sua congénere do sector, a Sonae, ganhou 0,42% para 1,206 euros, depois de ter tocado em máximos de Agosto de 2015 durante a sessão, nos 1,222 euros. Já a Altri deslizou 0,20% para 5,11 euros. 

Além da Sonae, destacaram-se, do lado dos ganhos, os CTT e a Nos. A operadora somou 0,46% para 5,515 euros enquanto os CTT valorizaram 0,28% para 3,52 euros, no dia em que o BPI cortou o preço-alvo para a empresa de correios. Apesar da descida do target de 4,70 euros para 4,25 euros, a avaliação do BPI ainda confere aos títulos um potencial de subida de cerca de 20%. A recomendação manteve-se em "comprar".