Bolsa PSI-20 cai pela quarta sessão com o BCP a descer mais de 2%

PSI-20 cai pela quarta sessão com o BCP a descer mais de 2%

A bolsa nacional caiu pela quarta sessão consecutiva, descendo para mínimos de 2017. A pesar está o banco BCP, que desliza mais de 2%.
PSI-20 cai pela quarta sessão com o BCP a descer mais de 2%
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Batalha Oliveira 24 de outubro de 2018 às 16:45
A bolsa nacional fechou em terreno negativo pela quarta sessão consecutiva, com uma descida de 0,01% para os 4.932,20 pontos. Durante a sessão, o PSI-20 chegou mesmo a renovar mínimos de Abril de 2017, após uma queda de 0,18% para os 4.923 pontos. Na Europa, as principais praças posicionam-se no vermelho, depois das quedas acentuadas - acima de 1% - registadas na última sessão.

O alívio das quedas no fecho de Nova Iorque sentiu-se também na Europa durante a sessão, que foi de recuperação, mas as principais praças alinharam-se de novo no vermelho com Wall Street, que volta a cair acima de 1%.

As bolsas mundiais têm sido pressionadas pela tensão EUA-Arábia Saudita, causada pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, a rejeição inédita de Bruxelas a um Orçamento do Estado - no caso, o de Itália - e, finalmente, os efeitos da guerra comercial que já se fazem sentir na China. 

Por cá, o BCP é o "peso pesado" que mais pressionou o índice nacional, com uma quebra de 2,06% para os 22 cêntimos. A instituição liderada por Miguel Maya chegou a cotar nos 21,81 cêntimos, uma queda de 2,11% que marca um mínimo de Setembro de 2017. O banco, que tem dos títulos mais permeáveis à conjuntura externa, cai numa altura em que os pares espanhóis têm estado sobre grande pressão, na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal que decreta a transferência dos encargos fiscais com os processos das hipotecas, que eram até agora suportados pelos clientes, para a instituições. 

O pódio das perdas, no qual o BCP ocupa o segundo lugar, é partilhado pelo banco com duas papeleiras. Altri liderou, com uma quebra de 2,24% para os 6,98 euros. A Semapa, a terceira com a maior descida, cedeu 1,13% para os 15,72 euros. 

Ainda no vermelho ficou a Mota-Engil, que deslizou para mínimos de Março de 2017, com uma quebra de 0,83% para os 1,68 euros.

A travar maiores quebras esteve o retalho. A Jerónimo Martins valorizou 2,05% para os 11,07 euros, tendo chegado a subir mais de 3% durante a sessão. A rival Sonae somou também 1,29% para os 87 cêntimos, acompanhada no verde pela irmã do mesmo grupo, a Sonae Capital, que avançou 1,50% para os 75 cêntimos. 

(Notícia actualizada às 17:04 com mais informação)



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