Bolsa PSI-20 cede acima de 1% e destoa da Europa. BCP e Navigator perdem mais de 2%

PSI-20 cede acima de 1% e destoa da Europa. BCP e Navigator perdem mais de 2%

As bolsas europeias seguem animadas no verde, num dia de alívio dos receios decorrentes da disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. Portugal difere das pares com fortes desvalorizações do pesado BCP, da Jerónimo Martins e da Navigator.
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Ana Batalha Oliveira 13 de fevereiro de 2019 às 16:52
A bolsa nacional fechou em queda, com o principal índice, o PSI-20, a desvalorizar 1,19% para os 5.070,67 pontos. Foram apenas três as cotadas em alta, contra treze a ceder e duas inalteradas.

Lisboa contrasta, desta forma, com a generalidade das praças europeias, que negociaram no verde. O índice de referência europeu soma quase 1%, numa altura em que o Velho Continente é contagiado pelo sentimento positivo vivido do outro lado do Atlântico. As perspetivas para o futuro da economia americana melhoram depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter admitido um possível adiamento do prazo para o fim das tréguas comerciais com a China, caso um acordo entre as duas potências estivesse iminente. Paralelamente, os dados da inflação nos EUA, que evidenciam uma estagnação nos três meses até janeiro, reforçam o otimismo, afastando a necessidade de subida da taxa de juro diretora por parte da Fed. 

Por cá, o BCP foi o "peso pesado" que mais penalizou o índice nacional, ao deslizar 2,39% para os 22,84 cêntimos, no dia em que o BPI anunciou um corte de 18% no preço-alvo do banco, apontando expectativas mais reduzidas para os resultados. A recomendação também baixou, para "neutral". A retalhista Jerónimo Martins também contribuiu para o desempenho negativo do PSI-20 com uma quebra de 1,74% para os 12,70 euros.

A Navigator também se destacou no vermelho, com uma perda de 2,44% para os 4,15 euros, no dia em que a empresa comunicou os resultados relativos a 2018 e anunciou mudanças ao nível da presidência executiva, uma vez que Diogo da Silveira "manifestou vontade de não ser eleito para o novo mandato do Conselho de Administração, que se inicia este ano", anunciou a companhia. Os lucros de 2018 ficaram acima dos 207,8 milhões de euros registados em 2017 e dos 217,5 milhões de euros de 2016. 

A liderar as perdas ficou a Nos, que deslizou 4% para os 5,28 euros, no dia em que o Santander desceu a recomendação de "manter" para "underweight" e reduziu o preço-alvo de 5,75 euros para 5,60 euros, que comparam com o consenso de 6,24 euros dos analistas consultados pela Bloomberg. Esta é a oitava sessão consecutiva na qual esta cotada não ascende ao terreno positivo, colocando-se em mínimos do início de janeiro.



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