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PSI-20 com a maior queda semanal do ano

A bolsa nacional encerrou a perder mais de 1% nesta última sessão, o que fez com que o principal índice fechasse a semana com o pior desempenho desde dezembro. O dia foi de quedas acentuadas com os investidores a refletirem os receios sobre a travagem da economia mundial.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 08 de Março de 2019 às 16:45
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A bolsa nacional fechou com uma queda acentuada, num dia em que a generalidade das cotadas registou descidas pronunciadas. O PSI-20 cedeu 1,12% com 16 ações a descerem – das quais 10 perderam mais de 2%. Só duas cotadas escaparam, tendo fechado o dia a subir.

A bolsa nacional acumulou assim uma queda superior a 1% na semana, o que corresponde ao pior desempenho desde a semana terminada a 21 de dezembro.

 

A descida de hoje não foi exclusiva da bolsa portuguesa. As congéneres europeias seguem também com quedas acentuadas, num dia em que a Alemanha divulgou um indicador económico que acentuou os receios sobre o abrandamento da maior economia da Zona Euro. As encomendas à indústria alemã encolheram 2,6% em janeiro face ao mês anterior, ao contrário do aumento de 0,5% esperado pelos economistas. Estes dados fizeram soar todos os alarmes, depois de ontem já o Banco Central Europeu (BCE) ter revisto em baixa as suas previsões de crescimento, ter anunciado um novo programa de estímulos e a manutenção dos juros por mais tempo. 

Isto depois da China ter começado a semana a rever a sua previsão de crescimento económico. Foi assim uma s
emana 'horribilis' no que às previsões de crescimento diz respeito. 


E os EUA juntaram-se a este cenário. A maior economia mundial criou 20 mil novos postos de trabalho em fevereiro (excluindo o setor agrícola), muito aquém dos 180 mil empregos previstos pelos economistas consultados no âmbito de uma sondagem realizada pela agência Reuters. Trata-se do pior registo desde setembro de 2017.

E este contexto está a minar a confiança dos investidores, que ditam quedas pronunciadas nas bolsas mundiais. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, perde 0,78% e os principais índices variam entre uma queda de 1,14% (Holanda) e de 0,43% (Alemanha). Do outro lado do Atlântico, o S&P500 cede 0,65%.

BCP e Galp descem mais de 2%

Na bolsa nacional, destaque para o BCP que, depois de ontem ter perdido mais de 5%, voltou a deslizar, desta vez mais de 2%, numa altura em que o setor financeiro é dos mais penalizados na Europa. As ações do banco liderado por Miguel Maya recuaram 2,49% para 0,2275 euros.

A Galp Energia também caiu 2,6% para 14,405 euros, num dia em que os preços do petróleo cederam mais de 2%, precisamente pressionados pelos sinais de abrandamento da economia mundial. 

Do lado oposto estiveram apenas duas cotadas: EDP Renováveis, que subiu 0,77% para 8,52 euros, e Nos, que apreciou 1,13% para 5,365 euros. A contribuir para a subida da Nos estarão os resultados de 2018, apresentados esta sexta-feira, antes do mercado abrir. 

A Nos anunciou um aumento de 15,8% dos lucros para 141,4 milhões de euros. Além disso, a empresa liderada por Miguel Almeida revelou que vai aumentar o dividendo em 16,7% para 35 cêntimos por ação.


Jerónimo Martins, Pharol, Navigator, Mota-Engil, Semapa, Altri, e Sonae SGPS deslizaram mais de 1%.

(Notícia atualizada às 16:55 com mais informação)

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