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PSI-20 de novo no vermelho com Galp e BCP a caírem mais de 3%

Apesar do dia misto na Europa, o PSI-20 acabou por resvalar para o vermelho. A Galp perdeu quase 4%, acompanhando as perdas do petróleo, e o BCP desceu quase 3%.

Sérgio Lemos
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 16 de Abril de 2020 às 16:55
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A bolsa nacional voltou a fechar em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 0,75% para os 4.106,81 pontos.

 

O PSI-20 não ficou sozinho no vermelho, com várias das principais praças europeias a ficarem pelo terreno negativo, como foi o caso de Madrid e Paris. Contudo, Alemanha e Reino Unido mostraram ganhos e o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, também terminou a subir, 0,80% para os 325,66 pontos.

As perspetivas de que vários países aliviem as medidas de contenção da pandemia está a ajudar ao sentimento. Donald Trump anunciou que, já nesta quinta-feira, vai avançar medidas para relaxar a política de isolamento social.

Esta luz ao fundo do túnel ilumina o dia dos mercados quando os números do desemprego dos Estados Unidos voltam a assombrar. Foram submetidos mais 5,25 milhões de pedidos de subsídio de desemprego na última semana. Este número, embora inferior ao apresentado em cada uma das três semanas anteriores, dita que em apenas quatro semanas, os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos totalizaram 22 milhões, o que traduz a eliminação de todos os ganhos ao nível do emprego conquistados pelo país na última década.

Por cá, a Galp e o BCP foram os pesos pesados que infligiram os golpes mais duros no índice português. "As quedas da Galp e do BCP enquadraram-se com a tendência observada nos respetivos sectores europeus", comentam os analistas do CaixabankBPI, na nota diária de fecho. 

 

A Galp caiu 3,98% para os 9,262 euros, numa altura em que o petróleo desce 0,76% em Londres, embora já esteja a recuperar em Nova Iorque. A pressionar as cotações do barril tem estado o aumento abrupto da procura, depois de as reservas norte-americanas terem revelado o maior aumento semanal de sempre.  

 

Por seu lado, o banco liderado por Miguel Maya recuou 2,94% para os 9,59 cêntimos, no mesmo dia em que o Morgan Stanley e o BlackRock mostram uma queda de cerca de 30% no lucro relativo ao primeiro trimestre deste ano.

A contrariar as perdas esteve o grupo EDP, com a empresa liderada por António Mexia a avançar 2,14% para os 3,769 euros e a subsidiária sob a alçada de João Manso Neto a valorizar 2,29% para os 10,74 euros. 

A EDP reagiu positivamente à apresentação dos seus dados operacionais previsionais relativos aos primeiros três meses do ano. A elétrica informou que a produção de eletricidade atingiu 18.286 GWh no referido período, o que representa uma subida de 2% face a igual período de 2019, apesar da quebra de 2% na capacidade instalada. 

Esta quinta-feira acontece ainda a reunião magna da EDP, na qual a empresa vai propor a manutenção do dividendo em 19 cêntimos por ação, em linha com a política de distribuição de dividendos seguida nos últimos três anos.


A EDP Renováveis subiu 2.29%, no dia em que informou em comunicado oficial que assegurou um contrato no México para a venda da eletricidade a ser produzida pelo parque solar PV Los Cuervos de 200 MW.

 

(Notícia em atualização)

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