Mercados PSI-20 em máximos de maio com Jerónimo Martins a subir mais de 5%

PSI-20 em máximos de maio com Jerónimo Martins a subir mais de 5%

A bolsa nacional abriu no verde com a Jerónimo Martins a dar um forte impulso: este peso pesado avança cerca de 5,5% para máximos de janeiro de 2018.
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Ana Batalha Oliveira 15 de janeiro de 2020 às 08:23

Na praça lisboeta, o PSI-20 segue a subir 0,7% para os 5.328,55 pontos, com nove cotadas no verde, quatro no vermelho e cinco inalteradas. O índice nacional soma pela quinta sessão consecutiva e está a cotar em máximos de maio do ano passado.

A Jerónimo Martins é a cotada que mais puxa pelo índice, ao somar 5,56% para os 16,14 euros, atingindo um máximo de  1 de março de 2018, ou seja, de quase dois anos, nesta que é a oitava sessão consecutiva no verde.

A retalhista fechou o ano de 2019 com vendas de 18,6 mil milhões de euros, o que traduz um aumento de 7,5% face ao ano anterior, segundo os dados preliminares revelados ontem pela empresa já depois do fecho da bolsa nacional. O LfL (vendas comparáveis) do conjunto do ano foi de 5,3%, abaixo do aumento de 6,9% referente ao quarto trimestre.

 

A sustentar o crescimento das vendas do grupo - que ficaram ligeiramente acima das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, de 18,51 mil milhões – esteve sobretudo o desempenho da unidade polaca, a Biedronka.

A travar maiores ganhos do índice nacional estão os pesos pesados Galp e BCP, que resvalam para o vermelho. A petrolífera lidera as perdas, ao recuar 0,42% para os 15,35 euros e o BCP cede 0,15% para os 20,01 cêntimos.

Lá fora, a Europa segue mista. O evento a marcar o dia é a assinatura do acordo comercial parcial (ou "de fase um") entre os Estados Unidos e a China, que vai acontecer esta quarta-feira, em Washington. Esta que, à partida, seria uma boa notícia para os investidores, segue manchada de algum pessimismo depois de o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ter afirmado que só com a assinatura de um acordo "de fase dois" é que os Estados Unidos estão disponíveis para recuar nas tarifas impostas à China. A Bloomberg, citando fontes próximas do processo, avança que as atuais tarifas sobre 360 milhões de dólares de importações chinesas deverão manter-se em vigor até depois das eleições presidenciais americanas, que se realizam a 3 de novembro.

Merlin com baixa liquidez

A bolsa nacional abriu com um novo elemento esta quarta-feira, 15 de janeiro: a Merlin Properties estreou-se a cotar nos 12,60 euros mas contou com apenas sete ações negociadas. Os 12,60 euros representam uma subida de 1,5% relativamente ao preço de fecho em Madrid na sessão anterior.

Esta imobiliária espanhola, que também possui ativos em Portugal, optou por passar a cotar em Lisboa para além de Madrid, Valência, Barcelona e Bilbao. Veio para cá seguindo o modelo de ‘dual listing’, isto é, a negociar com os mesmos ativos com que está presente no mercado espanhol. O objetivo, segundo os responsáveis, é a aproximação aos investidores portugueses e os ganhos em termos de visibilidade.

O dividendo é visto como um dos pontos fortes da Merlin Properties. Na cerimónia de admissão da cotada em bolsa, que aconteceu na véspera da estreia, o CEO da Merlin Properties, Ismael Clemente, confirmou que "o investidor que entrar agora tem direito aos 32 cêntimos que serão previsivelmente declarados" na próxima assembleia-geral. Isto depois de já terem sido distribuídos 20 cêntimos no passado outubro, que ditam que pelo exercício de 2019 os acionistas da Merlin recebam um total de 52 cêntimos por título.

Essta cotada terá de esperar pela revisão do PSI-20, que acontece em março, para poder vir a cotar no índice nacional. Esta "promoção" está sobretudo dependente da liquidez da negociação, uma vez que os rácios necessários em termos de capitalização bolsista serão, à partida, "facilmente" cumpridos pela Merlin, adiantou a presidente da Euronext na mesma cerimónia de admissão, Isabel Ucha.

(Notícia atualizada às 08:28 com mais informação)




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