Bolsa PSI-20 em mínimos de dois meses pressionado pela Galp

PSI-20 em mínimos de dois meses pressionado pela Galp

A bolsa lisboeta negociou no vermelho e tocou no valor mais baixo desde 15 de Setembro penalizado pelas perdas registadas pela Galp Energia e pela Jerónimo Martins. O índice de referência europeu segue com a maior série de perdas no espaço de um ano.
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David Santiago 15 de novembro de 2017 às 16:41

O PSI-20 encerrou a sessão desta quarta-feira, 15 de Novembro, a recuar 0,16% para 5.260,18 pontos, com nove cotadas em queda e as restantes nove em alta. Num dia em que voltou a transaccionar em mínimos de 15 de Setembro, o principal índice nacional seguiu a tendência de perdas que pintou de vermelho as bolsas europeias.

 

O índice de referência europeu Stoxx600 também tocou em mínimos de Setembro (de dia 13), tendo somado a sétima sessão consecutiva a cair, o mais longo ciclo de perdas desde 2 de Novembro do ano passado. Os sectores do petróleo e automóvel foram os que mais contribuíram para mais uma sessão de perdas do índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente.

 

Por cá foi a Galp Energia que mais pressionou, com a petrolífera a desvalorizar 1,52% para 15,885 euros, seguindo a queda do preço do petróleo nos mercados internacionais. O crude recua perto de 1% em Londres e em Nova Iorque depois derelatório da Agência Internacional de Energia ter revisto em baixa as previsões da procura global da matéria-prima em 2017 e 2018 devido à subida dos preços do barril e às temperaturas mais amenas que se fazem sentir no início deste período de Inverno.

 

Também a penalizar de forma determinante a bolsa lisboeta esteve a Jerónimo Martins que resvalou 1,01% para 15,69 euros. Seguindo no sector do retalho, a Sonae cedeu 0,10% para 0,975 euros. 

Nota negativa ainda para a Pharol que recuou 7,10% para 0,34 euros, o que acontece depois das notícias que dão conta que os responsáveis pela insolvência da Espírito Santo International, no Luxemburgo, estão a preparar uma acção judicial contra a Pharol em que pedem a restituição de 750 milhões de euros. A cotada tocou no valor mais baixo desde 29 de Setembro durante a negociação bolsista. 

Entre as cotadas que mais pressionaram destaque também para a Navigator, que terminou o dia a cair 1,07% para 4,068 euros, numa sessão em que negociou em mínimos de 27 de Setembro. 

Num dia em que as cotadas que integram a praça lisboeta se dividiram a meio entre ganhos e perdas, o BCP que a empresa que mais contribuiu para impedir uma maior desvalorização do PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado somou 0,52% para 0,2522 euros, com a instituição ainda a beneficiar dos lucros de 133,3 milhões de euros até Setembro reportados esta segunda-feira.

Nota positiva também para a Nos que ganhou 1,35% para 5,341 euros, depois de ter chegado a transaccionar em máximos de 18 de Agosto, e para os CTT que apreciaram 0,60% para 3,18 euros apesar de durante a sessão terem estabelecido um novo mínimo histórico ao tocarem nos 3,09 euros. Os correios nacionais caíram pelo segundo dia.

Ainda a travar uma descida mais acentuada da bolsa nacional esteve a EDP, que avançou 1,11% para 3,003 euros, e a REN que cresceu 0,54% para 2,612 euros numa altura em que a cotada afiança que o dividendo a distribuir pelos accionistas vai tornar-se mais atractivo depois do aumento de capital de 250 milhões de euros.

(Notícia actualizada às 16:51)




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