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PSI-20 inverte e termina o dia no "verde" com apoio da Sonae e BCP

Apesar de uma abertura em queda, a bolsa nacional terminou o dia a valorizar, acompanhando os pares europeus. O setor do retalho, com a Sonae em destaque, deu força a esta inversão.

As bolsas mundiais viveram um período dourado de ganhos. Mas a chegada de 2018 inverteu a tendência de ganhos nos mercados financeiros globais. Após anos de máximos e com um nível de volatilidade crescente nos mercados, os especialistas recomendam maior cautela na hora de investir. A aposta recai em empresas de qualidade. 

'O foco continua a estar no crescimento do lucro por acção e nos nomes que podem entregar este crescimento a médio prazo', refere a Amundi. A gestora alerta para uma rotação no mercado para empresas de maior qualidade e realça que prefere empresas norte-americanas, devido ao ambiente de forte subida dos lucros e 'ao facto de os riscos relacionados com a regulação terem sido identificados e descontados [no valor das cotações]. A Pictet também aponta uma estratégia mais defensiva, identificando oportunidades no sector do consumo e da saúde, ao mesmo tempo que passou a assumir uma posição 'neutral' no sector financeiro, face aos riscos actuais.

'No bloco europeu, os sectores de telecoms e 'utilities' continuam a apresentar múltiplos de PER com o maior desconto face à mediana, sendo penalizados pela superior
alavancagem dos seus balanços', nota o BiG, no seu 'outlook' para o terceiro trimestre. O sector industrial, de cuidados de saúde e consumo são outros em que o banco vê oportunidades na Europa.
Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 19 de Setembro de 2019 às 16:47
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A bolsa nacional terminou a sessão desta quinta-feira em território positivo. O PSI-20 subiu 0,96% para os 5.039,92 pontos, pondo fim a dois dias consecutivos a negociar no vermelho. Na Europa, o cenário repete-se. 

A dar ânimo à negociação está ainda o segundo corte de juros deste ano da Reserva Federal dos EUA. Jerome Powell anunciou um corte de 25 pontos base para o intervalo de 1,75% e 2% para estimular uma economia em abrandamento.

O presidente da Fed disse ainda que pode ir mais longe caso seja necessário para estimular a economia norte-americana, o que deu gás às bolsas a nível mundial.

Também a atrair o foco dos investidores estão os comentários de um membro da Casa Branca que se mostrou aberto a negociar com a China e disse mesmo que existia um "apaziguar de relações" entre ambos, em vésperas de novas reuniões marcadas para o início de outubro. 

Em Lisboa, o destaque vai para o setor do retalho com a Sonae a destacar-se e a subir 2,49% para os 0,87 euros por ação. A retalhista regista assim o primeiro ganho diário nesta semana. Apesar desta forte subida de hoje, a empresa liderada por Cláudia Azevedo desvaloriza 4% no acumulado da semana. No mesmo setor, a Jerónimo Martins subiu 0,9% para os 15,83 euros por ação. 

A dar força ao índice nacional esteve também o BCP que subiu 2,2% para os 0,20 euros por ação, em linha com o setor da banca que liderou os ganhos setoriais na Europa, ainda a beneficiar com a introdução do "tiering" na política monetária do BCE, que vai atenuar o efeito que as taxas negativas dos depósitos possam causar.

Hoje foi também o dia da Galp reagir à nota de research positiva do Société Générale. Ontem, depois do fecho de sessão, o banco francês aumentou o preço-alvo da Galp Energia em 1,6% para os 15,75 euros por ação, o que compara com os anteriores 15,50 euros definidos pelo banco francês. A analista do banco Irene Himona, reviu ainda em alta a recomendação  de "manter" para "comprar". A petrolífera portuguesa fechou a sessão de hoje a valorizar 0,89% para os 13,82 euros por ação. 

Fora do PSI-20, as ações do Benfica subiram 3,5% para os 2,93 euros por ação, reagindo de forma positiva aos resultados divulgados ontem. A Benfica SAD fechou a época 2018/2019 com lucros de 29,4 milhões de euros, uma subida de mais de 42%, e as receitas cresceram 27,7% para um recorde absoluto de 263,3 milhões. E pela primeira vez desde a criação da SAD os capitais próprios superam o capital social.
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