Bolsa PSI-20 recua com BCP a perder mais de 2%

PSI-20 recua com BCP a perder mais de 2%

A bolsa nacional negociou no vermelho pela terceira sessão seguida, num dia em que as principais bolsas do velho continente transacionam sem tendência definida. BCP caiu para mínimos de 2 de julho.
PSI-20 recua com BCP a perder mais de 2%
Tiago Sousa Dias
David Santiago 19 de julho de 2019 às 16:42

O índice PSI-20 fechou a sessão desta sexta-feira, 19 de julho, a perder 0,35% para 5.202,23 pontos, com 10 cotadas em alta e as outras oito em queda, no terceiro dia seguido a acumular perdas que atiraram a bolsa nacional para o valor mais baixo da última semana. 

O principal índice nacional fechou a semana com uma desvalorização acumulada de 0,36%, sendo que o PSI-20 vinha de três ciclos semanais seguidos a valorizar.

Já as principais bolsas europeias negoceiam sem sentimento definido. Após duas quedas consecutivas, o índice de referência europeu Stoxx600 alternou várias vezes entre ganhos e perdas. Se a expectativa reforçada de que a Reserva Federal dos Estados Unidos irá decretar um corte de juros na maior economia mundial ainda durante o presente mês ajudou a animar os investidores, a desvalorização do setor financeiro europeu e a queda da bolsa italiana pesaram negativamente. 

Em Lisboa foi uma vez mais o BCP a cotada que mais contribuiu para determinar o rumo do PSI-20. O banco liderado por Miguel Maya recuou 2,32% para 0,2736 euros, num dia em que tocou em mínimos de 2 de julho para completar a terceira sessão consecutiva no vermelho. Esta quinta-feira, uma análise do CaixaBank BPI previa que o BCP tenha terminado o primeiro semestre com lucros de 169 milhões de euros, mais 12% do que em 2018.

Também a pressionar esteve o setor da energia. A EDP deslizou 0,50% para 3,37 euros, a EDP Renováveis resvalou 0,33% para 9,19 euros e a REN desceu 0,59% para 2,51 euros. A contrariar a tendência no setor esteve a Galp Energia, embora a petrolífera tenha apenas registado uma ténue subida de 0,07% para 13,95 euros. 

Nota negativa ainda para os CTT (-0,50% para 2,010 euros) e para a Sonae (-0,28% para 0,883 euros). 

Já a impedir uma maior queda da praça lisboeta esteve sobretudo a Jerónimo Martins, com a retalhista a somar 0,51% para 14,90 euros, uma prestação conseguida no mesmo dia em que o CaixaBank BPI revelou uma análise em que antecipa que a retalhista terá alcançado lucros de 170 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o que a confirmar-se representará uma quebra de 6% face ao resultado obtido no período homólogo. 

(Notícia atualizada às 16:48)




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