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PSI-20 regista a maior queda em quase dois meses com deslizes do BCP e CTT

A bolsa nacional está a cair há quatro sessões consecutivas. Nesta sessão o PSI-20 foi penalizado pelo BCP, os CTT e a Jerónimo Martins.

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Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 25 de Setembro de 2019 às 16:40
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O PSI-20 fechou esta quarta-feira, 25 de setembro, com uma desvalorização de 1,62% para os 4.875,44 pontos - a maior queda desde 2 de agosto -, acumulando quatro descidas consecutivas. A bolsa nacional acompanhou assim as perdas que se registam na Europa.

Em Lisboa, a maior parte das cotadas (16) encerrou em terreno negativo na sessão de hoje. O destaque vai para os títulos do BCP que desceram 5,5% para os 17,71 cêntimos, atingindo mínimos de abril de 2017. A queda das ações ocorre após o CEO do banco, Miguel Maya, ter dito ao ECO que este ano será "mais difícil" do que previa.

Desde o início do ano, os títulos da cotada já perdem mais de 20%. A multa da Autoridade da Concorrência, a descida dos juros diretores por parte do BCE (apesar da "prenda" que é o "tiering") e o processo que decorre sobre a operação na Polónia são fatores que pressionam as contas do banco. 

Também em forte queda continuaram os títulos dos CTT que desceram 3,83% para os 1,935 euros numa altura em que se vê um aumento da aposta na queda das ações por parte dos fundos (posições curtas). Além disso, os dados do Banco de Portugal indicam que o Banco CTT foi o mais reclamado no crédito à habitação em Portugal.

É de notar ainda a queda da Jerónimo Martins de 2,44% para os 15,39 euros após a notícia de que a autoridade da concorrência polaca recolheu informações que deram origem a suspeitas de uso indevido de vantagem comercial. Em relação, a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos afirmou que "a Biedronka age de acordo com a lei polaca".

Ainda nas quedas está a Pharol que desvalorizou 2,82% para os 10,34 cêntimos, atingindo mínimos de junho de 2016, e a Galp Energia que cedeu 0,84% para os 13,56 euros. 

Apenas duas cotadas escaparam às quedas nesta sessão. Foi o caso da Ibersol e da Ramada. No caso desta última, as ações valorizaram 1,33% para os 6,1 euros e acumulam três sessões de subidas. 

Fora do PSI-20, as ações do Sporting desceram mais de 8% numa altura em que o clube está sob nova pressão. Com quatro jogos consecutivos sem ganhar, a equipa caiu para sétimo classificado na Primeira Liga. O Record noticiou que a SAD leonina se ia reunir esta terça-feira para decidir o futuro da liderança da equipa. 

Também a Europa está pintada de vermelho com as quedas dos setores turístico (que ontem tinha subido bastante), tecnológico e energético. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, está a desvalorizar mais de 0,5%. 

"Os mercados europeus encerraram com perdas relevantes, com questões do foro político, quer nos EUA como também na Europa, a influenciarem o sentimento do investidores", explicam os analistas do BPI no comentário de fecho, referindo-se ao processo de impeachment a Donald Trump e o regresso do Parlamento britânico após a decisão do Supremo. 

(Notícia atualizada às 16h53 com mais informação)
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