Bolsa PSI-20 volta aos ganhos com BCP a travar série de quedas

PSI-20 volta aos ganhos com BCP a travar série de quedas

O índice nacional acompanhou o optimismo das praças europeias, onde os investidores aguardam detalhes do encontro de banqueiros centrais em Jackson Hole, EUA. Além do BCP, também CTT e EDP sustentaram o PSI-20.
PSI-20 volta aos ganhos com BCP a travar série de quedas
Bruno Simão/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 24 de agosto de 2017 às 16:41

O balanço final das negociações na bolsa de Lisboa foi positivo esta quinta-feira, 24 de Agosto, com o BCP a regressar às valorizações ao fim de sete dias em perda, e com o universo EDP, a Sonae e os CTT a suportarem as valorizações.

O PSI-20 terminou a ganhar 0,45% para 5.196,28 pontos, com nove títulos em alta, oito negativos e um inalterado - as unidades de participação do Montepio, ainda abaixo do preço da OPA da mutualista, a valer 0,995 euros.

Para o banco liderado por Nuno Amado foi a primeira valorização em oito dias, interrompendo assim a maior série de quedas em mais de um ano e que tinha levado o título para mínimos de mais de dois meses na sessão de ontem. Esta quinta-feira valorizou 1,63% para 0,23 euros.

Os CTT valem 5,244 euros por título (mais 1,14 %), enquanto a EDP somou 1,37% para 3,246 euros.

Um dia depois de ter apresentado resultados trimestrais acima das previsões dos analistas - com os lucros do segundo trimestre a aumentarem 39,7% - a Sonae ganhou 0,31% para 0,963 euros.

Já do lado das perdas estiveram as industriais Navigator (-1,08% para 3,651), Altri (-0,37% para 3,73%), Semapa (-0,38% para 15,62 euros) e Corticeira Amorim (-0,79% para 11,355 euros), além da construtora Mota-Engil (-0,47% para 2,35 euros). A Galp recuou 0,36% para 13,845 euros. 

Fora do índice o destaque vai para a Impresa, que atenuou entretanto as quedas de 10% que marcaram a sessão, terminando a cair 4,95% para 0,37 euros, em mínimos de mais de dois meses, depois de ontem ter admitido estar vendedora do negócio de revistas, com a imprensa a avançar a possibilidade de fecho de publicações caso a alienação não venha a acontecer.  

A alta de Lisboa acompanhou as restantes bolsas da Europa, onde as acções das empresas das áreas das "utilities", automóveis e produtos para o lar registaram as maiores subidas. Já as tecnológicas, o sector das viagens e as petrolíferas terminara o dia em queda, numa altura em que o petróleo em Nova Iorque cai mais de 1% e mais de 0,5% em Londres.

Pelo menos dois factores estão a condicionar as transacções nos últimos dias e continuaram hoje na mente dos investidores: o encontro de banqueiros centrais que decorre em Jackson Hole (e onde amanhã Mario Draghi e Janet Yellen vão falar); e a situação política nos Estados Unidos, com a administração Trump desavinda com os líderes republicanos no Senado e Congresso por causa da proposta de subida do tecto orçamental do país, cuja aprovação está ameaçada. 

As praças norte-americanas ressentem-se dos sinais de incerteza política e negoceiam em queda generalizada, inferior a 0,5%, à semelhança do que aconteceu no fecho da sessão de ontem. 

 

"Esta semana foi um bocado uma montanha-russa para os mercados. O discurso de ontem de Mario Draghi foi particularmente ligeiro no que diz respeito a detalhes sobre o que esperar do encontro de Jackson Hole. O que é claro é que os mercados acreditam que o BCE está a caminho de começar a descontinuar o seu programa de estímulos, e a única incerteza é qual o momento em que essas medidas serão postas em prática," disse Michael Hewson, da CMC Markets, numa nota distribuída a clientes e citada pela Bloomberg.

(Notícia actualizada às 16:45 com mais informação)




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