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PSI-20 acentua ganhos com suporte do sector energético

A bolsa nacional acentuou os ganhos registados no início da sessão animada pelas valorizações da Galp Energia e da EDP, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) e a Portugal Telecom (PT) impediam um ganho superior. O PSI-20 avançava 0,98%.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 06 de Março de 2008 às 12:57
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A bolsa nacional acentuou os ganhos registados no início da sessão animada pelas valorizações da Galp Energia e da EDP, enquanto o Banco Espírito Santo (BES) e a Portugal Telecom (PT) impediam um ganho superior. O PSI-20 avançava 0,98%.

O índice de referência da bolsa portuguesa [PSI20] somava para os 10.888,07 pontos, com 10 títulos em alta e os restantes 10 em queda. Os principais índices europeus seguiam mistos depois de o Banco de Inglaterra e o Banco Central Europeu (BCE) terem anunciado a manutenção das suas taxas de juro de referência. O dia é ainda marcado pelos máximos históricos fixados pelo euro e pelo petróleo.

A sessão de hoje volta a ser de ganhos acentuados para a Galp Energia [GALP PL] que subia 7,52% para os 16,45 euros impulsionada pelo anúncio de que prevê investir 5,3 mil milhões de euros até 2012 nas áreas de exploração e produção, refinação e marketing e gás natural e que pretende realizar novas explorações no Brasil, em Portugal, Timor e Moçambique.

Ainda no sector energético, a EDP [EDP] é outra responsável pelos ganhos da bolsa portuguesa e somava 1,80% para os 3,95 euros no dia em que apresenta as suas contas anuais relativas a 2007, com os analistas consultados pela agência Lusa a prever uma descida de 1,9% nos lucros da eléctrica. A animar a negociação do título está o facto da sua participada, a Energias do Brasil, poder avançar com a construção de mais um a central térmica a gás natural naquele país. Em simultâneo, a empresa anunciou também o estabelecimento de parcerias para a realização de estudos de empreendimentos  hidroeléctricos e eólicos.

A PT [PTC] mantinha a tendência negativa registada durante a manhã e recuava 0,59% para os 8,43 euros depois da Merrill Lynch ter colocado a empresa nacional na lista das acções "menos preferidas".

No sector financeiro, apenas o BES [BESNN] recuava 1,40% para os 11,585 euros. O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] avançava 0,54% para os 1,85 euros, enquanto o BPI [BPIN] ganhava 3,05% para os 3,55 euros apesar de a JPMorgan ter revisto em baixa a avaliação para os títulos atribuindo-lhes um preço-alvo de 4,00 euros, considerando que depois da forte queda, as acções oferecem uma oportunidade de compra, com baixo risco.

A Zon Multimédia [ZON] descia 1,98% para os 7,94 euros depois de ontem ter avançado mais de 5% com o anúncio do início do programa de recompra de acções próprias.

No grupo Sonae, a Sonae Indústria [SONI] somava 0,42% para os 4,77 euros a beneficiar do anúncio feito ontem de que vai propor aos seus accionistas a distribuição de um dividendo bruto de 28 cêntimos por acção, referente ao exercício de 2007, estreando-se assim na remuneração dos accionistas.

A empresa revelou ontem também que terminou o exercício de 2007 com um resultado líquido de 79 milhões de euros, o que, apesar de corresponder a mais do dobro dos lucros obtidos em 2006, ficou abaixo do esperado pelos analistas.

A Sonae SGPS [SON] subia 1,65% para os 1,235 euros enquanto a Sonaecom [SNC] cedia 0,88% para os 2,26 euros e a Sonae Capital [SONC] seguia estável nos 1,52 euros.

Fora do PSI-20, a Impresa [IPR] desvalorizava 2,48% para os 1,57 euros com os analistas a considerar que os resultados divulgados ontem saíram em linha com as suas previsões. A Martifer [MAR] que hoje anuncia os seus resultados após o fecho do mercado aprecia 2,20% para os 7,90 euros.

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