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PSI-20 atinge valor mais elevado desde Maio de 2002 com nove cotadas em máximos

A bolsa nacional seguia a liderar os ganhos da Europa, a única com uma valorização acima de 1%. O índice de referência atingiu o valor mais elevado de 21 meses, com nove títulos cotados na bolsa portuguesa a fixarem máximos anuais. O PSI-20 avançava 1,17%

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2004 às 12:55
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A bolsa nacional seguia a liderar os ganhos da Europa, a única com uma valorização acima de 1%. O índice de referência atingiu o valor mais elevado de 21 meses, com nove títulos cotados na bolsa portuguesa a fixarem máximos anuais. O PSI-20 avançava 1,17%, com mais de 77 milhões de euros negociados.

O PSI-20 [PSI20] cotava nos 7.538,71 pontos, com 15 acções em subida, quatro em queda e as restantes duas inalteradas. Entre as acções que fixaram novos máximos encontram-se aquelas que mais pesam no índice: Portugal Telecom, Banco Comercial Português, Electricidade de Portugal (EDP) e Banco Espírito Santo. Além destes, a Portucel, a Novabase, PareRede, Compta e Reditus também fixaram preços de mais de 12 meses.

«A bolsa nacional esteve um adormecida nos últimos anos e, neste início de 2004, parece ter acordado», referiu um operador de mercado ao Canal de Negócios, que acrescentou «a melhoria da conjuntura internacional, a proliferação de notícias das cotadas de maior peso no índice criaram o cenário positivo para a entrada de investidores, nacionais e internacionais».

Este especialista explica desta forma o aumento da liquidez que se tem verificado na praça nacional em 2004 e, em particular, este mês, quando o volume negociado no segmento accionista do mercado de cotações oficiais da Euronext, atingiu o nível mais elevado desde, pelo menos, a migração para a plataforma pan-europeia composta pelas praças de Paris, Amesterdão e Bruxelas.

Os títulos do Banco Comercial Português (BCP) [BCP] seguiam a somar 3,08% para os 2,01 euros por acção, depois de ter registado ao longo da manhã, um máximo de 3,59% para os 2,02 euros, ultrapassando a barreira psicológica dos 2,00 euros por acção e atingindo o valor mais elevado desde Janeiro de 2003.

Os títulos do banco liderado por Jorge Jardim Gonçalves foram impulsionados pela revisão em alta do preço-alvo para o papel, por parte do Santander, que subiu o preço-objectivo para um período de 12 meses em 10,53%, ao passar para os 2,10 euros por acção, contra os anteriores 1,90 euros.

Os investidores parecem estar a ignorar a revisão em baixa da recomendação para o BCP, que desceu de «comprar» para «manter».

Nos restantes títulos da banca, o Banco Português de Investimento (BPI) [BPIN] apreciava 0,95% para 3,19 euros por acção e o Banco Espírito Santo [BESNN] fixou um novo máximo desde Setembro de 2001, ao apreciar 0,64% para os 14,09 euros por acção. O banco liderado por Ricardo Salgado foi o que acolheu a análise mais positiva do estudo elaborado pelo Santander para a banca nacional.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] avançava 0,45% para os 2,25 euros, mantendo-se acima do preço praticado na primeira fase de privatização (os 2,24 euros ontem atingidos).

As acções da «utilitie» nacional já valorizaram 7,66% este ano, animadas pela reestruturação do sector energético na Península Ibérica.

Na sua nota de análise diária, o Espírito Santo Research anunciou o aumento do peso da EDP na sua «carteira modelo», citando o impacto, que poderá ser positivo, do fim dos contratos de aquisição de energia (CAE’s). A Morgan Stanley sugere um preço alvo de 2,60 euros, numa nota em que defende que as acções da eléctrica estão «prontas para arrancar».

A Portugal Telecom (PT) [PTC] seguia a avançar 1,11% para 9,13 euros, com mais de 2,1 milhões de valores a mudarem de carteira. A operadora de telecomunicações portuguesa continua a beneficiar da melhoria de resultados da participada brasileira Telesp Celular.

As acções da ParaRede [PARA] disparavam 8,33% para os 0,39 euros, o valor mais elevado desde Maio de 2002, com mais de nove milhões de títulos negociados. Desde que a Portugal Telecom anunciou que ia adjudicar três novos projectos tecnológicos à ParaRede, o interesse pelas acções cotadas no PSI-20 com o preço mais baixo parece ter sido renovado.

A Inapa [INA] apreciava 5,88%, a marcar 3,24 euros, depois de ontem ter anunciado em comunicado que a Petroholding SGPS adquiriu à Citilink Marketing Company 668,643 mil acções da companhia portuguesa, correspondentes a 2,45% dos direitos de voto da empresa. A Petroholding passou a deter 1.346,643 mil acções da Inapa, a que corresponde 4,93% dos direitos de voto.

A Portucel [PTCL] quebrou ao longo da manhã a barreira psicológica dos 1,50 euros por acção e fixou o valor mais elevado desde Abril de 2002. A empresa de pasta e papel segue a valorizar 2,03% para os 1,51 euros, com pouco mais de 790 mil acções negociadas.

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