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PSI-20 avança 1,98% em semana de sucessivos máximos na bolsa portuguesa

Os processos de reestruturação aliados a um sentimento favorável a movimentos de concentrações têm impulsionado as acções da bolsa nacional, novas das quais fixaram máximos de 12 meses ao longo da semana, um período durante o qual o PSI-20 somou 1,98%. Es

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 14 de Novembro de 2003 às 21:08
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Os processos de reestruturação aliados a um sentimento favorável a movimentos de concentrações têm impulsionado as acções da bolsa nacional, novas das quais fixaram máximos de 12 meses ao longo da semana, um período durante o qual o PSI-20 somou 1,98%. Esta foi a melhor semana das últimas cinco, em que 5 empresas do Continuo subiram mais de 10%.

Os efeitos das reestruturações conduzidas pelas empresas nacionais para fazerem face a um contexto de recessão e abrandamento na procura, aliados a um sentimento favorável a movimentos de concentrações, têm impulsionado as acções nacionais.

A semana terminada hoje foi «fértil em recordes», com nove papéis a tocarem em máximos de 52 semanas. Desde a migração, a 7 de Novembro, o PSI-20 não pára de subir. Nas últimas 14 sessões só por uma vez o índice não acumulou valor. Nos últimos cinco dias o índice somou 1,83%, o melhor desempenho das últimas cinco semanas.

Das empresas do Contínuo, cinco ganharam mais de 10%: a ParaRede, a Efacec, a Corticeira Amorim, a Jerónimo Martins e a Sumolis. Os analistas do ESR dizem «sentir que o interesse pelo mercado nacional está a aumentar com o aproximar do final do ano».

Dos emitentes que estiveram em destaque na semana, a Jerónimo Martins apreciou 10,71%. Os analistas e investidores apreciaram os resultados da reestruturação, que vai permitir à segunda maior distribuidora nacional terminar o ano com lucros, depois de perdas nos últimos três anos. Também o facto da Ahold não ter manifestado a intenção de vender a posição de 49,9% na JM Retalho, permite à JM respirar de alívio, uma vez que este cenário poderia levar a empresa a exercer a opção de compra dessa posição, que teria provavelmente que ser financiado com recurso à dívida.

A ParaRede iniciou uma escalada de 42,11% desde o final de Setembro, período que coincidiu com o final do terceiro trimestre, em que os prejuízos acumulados caíram 50%. Os analistas defendem que o programa de reestruturação da dívida até final do ano e uma maior estabilidade accionista (com a aquisição por parte da gestão liderada por Paulo Ramos de 9% ao Banco Totta), dão uma maior confiança aos investidores.

A Efacec negoceia a níveis de Janeiro de 2002, tendo acumulado uma valorização de 18,49% em apenas 10 sessões. A AG Extraordinária de 27 de Novembro deverá aprovar uma redução do capital da empresa de engenharia e robótica e marcará o fim processo de reestruturação.

A Corticeira Amorim que conseguiu mais do que duplicar os lucros dos primeiros nove meses do ano, subiu 31,34% desde o início de Setembro, tendo terminado na sexta-feira no valor mais alto desde Julho de 2002. A maior fabricante mundial de cortiça conseguiu duplicar o volume médio diário de 33 mil papéis registados no primeiro trimestre do ano para os 63 mil e 64 mil títulos por dia nos segundo e terceiro trimestres deste ano. Esta alteração coloca-a bem posicionada para poder vir a integrar o PSI-20 na próxima revisão semestral.

O Banco Comercial dos Açores (BCA) fixou o máximo de 52 semanas nos 5,95 euros. A 14 de Outubro, o Banif reviu em alta o preço da OPA lançada sobre os cerca de 20% que ainda não detém no banco.

A Sonae SGPS terminou a semana no valor mais alto desde 20 de Junho de 2002. Os novos cenários para a privatização da Portucel, após o bloqueio da Sonae à entrada da Cofina/Lecta no capital, poderão levar a SGPS a alienar os 25% na empresa de pasta e papel, o que permitira a redução da dívida do grupo em cerca de 10%.

A Cimpor atingiu o valor mais alto desde Julho de 2002 ao fechar nos 4 euros. Os títulos têm vindo a acentuar a tendência de ganhos desde 24 de Outubro, dia em que a Holcim reduziu a posição de 5,1% para os 3,6%, a 4,20 euros. Os analistas afirmam que qualquer movimento de fusão ou aquisição que envolva a empresa terá os 4,20 euros como referência.

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