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PSI-20 avança mais de 2% em dia de escalada na banca (act.)

A bolsa nacional fechou a ganhar mais de 2%, a acompanhar a tendência do resto da Europa, sendo a banca e as telecomunicações os sectores que mais impulsionaram.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 16:44
Nas restantes congéneres do Velho Continente, a tendência é igualmente altista, devido ao inesperado crescimento da actividade industrial europeia e às vendas britânicas no retalho, o que diminui os receios de que a retoma económica esteja a desacelerar.

Todos os sectores estão em alta na Europa, com destaque para a banca, construção e automóvel, que sobem mais de 3%.

Por cá, o PSI-20 encerrou a valorizar 2,27% para 7.289,09 pontos, com 18 cotadas em alta, uma em baixa e uma inalterada. Mudaram de mãos 54,7 milhões de acções ao longo da sessão.

A banca foi o sector que mais puxou pelo índice de referência nacional, sendo o BES foi o título que mais impulsionou a praça lisboeta. O banco liderado por Ricardo Salgado fechou em máximos da sessão, a escalar 7,20% para 3,559 euros, no dia em que o CEO se mostrou confiante com os resultados dos testes de stress, tendo salientado que não serão necessários aumentos de capital.

O movimento altista foi acompanhado pelo BCP e pelo BPI, em vésperas da divulgação dos resultados dos testes de stress à banca europeia, que se esperam favoráveis.

A entidade financeira comandada por Carlos Santos Ferreira terminou a ganhar 5,20% para 64 cêntimos.

Já o banco presidido por Fernando Ulrich avançou 3,81% para 1,608 euros, animado pelas declarações do CEO, que disse que os resultados dos testes de stress serão positivos para o BPI, e também pelos resultados do primeiro semestre ontem divulgados e que foram superiores às estimativas dos analistas.

As telecomunicações também contribuíram para o bom desempenho do PSI-20. A Portugal Telecom pulou 2,41%, para 8,13 euros, animada pelas declarações de Ricardo Salgado, que defendeu a separação da Telefónica e o investimento no Brasil através de outras empresas e revelou que estão a decorrer negociações.

O presidente do BES, que é um dos maiores accionistas da operadora liderada por Zeinal Bava confirmou que "há conversas e há contactos" com outras empresas para a PT ficar no Brasil e defende que a operadora portuguesa venda a sua posição na Vivo à Telefónica, evitando assim a possibilidade de a espanhola lançar uma OPA à PT.

Outra cotada com forte influência no comportamento positivo da bolsa nacional foi a Brisa. A concessionária de autoestradas registou um acréscimo de 4,10% para 4,93 euros.

A Brisa anunciou hoje que está a introduzir na sua rede um sistema de pagamento de portagens semi-automático, o Via Manual, em que o pagamento é feito pelo condutor através de um equipamento embutido na cabina de portagem.

A Cimpor e a Sonae SGPS subiram mais de 2%, para 4,80 euros e 80 cêntimos, respectivamente. A avançar mais de 1% estiveram a Semapa, Portucel, Sonaecom, Sonae Indústria, Zon Multimédia e Galp Energia.

A EDP Renováveis teve uma sessão morna, encerrando no mesmo valor que ontem, nos 4,85 euros.

Em baixa esteve apenas uma cotada, a Jerónimo Martins. A retalhista cedeu 0,62%, para 8,321 euros, a corrigir dos fortes ganhos de ontem, quando atingiu um máximo histórico de 8,565 euros animada por ser a retalhista europeia preferida do Santander.



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