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PSI-20 cai 0,9% em dia de correcção «saudável» na Euronext Lisbon (act)

A Euronext Lisbon fechou em queda, uma correcção «saudável» para os investidores aproveitarem para realizar mais valias perante as subidas e máximos das últimas sessões. Penalizado por EDP e BCP, o PSI-20 caiu 0,9%, mas a ParaRede continua em tendência as

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Março de 2004 às 17:20
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A Euronext Lisbon fechou em queda, uma correcção «saudável» para os investidores aproveitarem para realizar mais valias perante as subidas e máximos das últimas sessões. Penalizado por EDP e BCP, o PSI-20 caiu 0,9%, mas a ParaRede continua em tendência ascendente e hoje negociou 26% do seu capital social.

O PSI-20 [PSI20] terminou a descer para os 7.881,02 pontos, com três empresas a subir, 15 a descer e dois inalteradas. Na Europa o dia também foi de correcções nos mercados, com Paris e Frankfurt a descerem mais de 1%

«É uma correcção saudável e normal depois dos fortes ganhos dos últimos dias. Além disso, está em linha com o que se passa na Europa», disse José Calheiros, operador do BIG.

O PSI-20 atingiu ontem nos 7.970,15 pontos um novo máximo desde Janeiro de 2002 e registava uma série de seis ganhos em sete sessões. Desde o início de 2004 o PSI-20 sobe 16,8%.

EDP pressiona Euronext Lisbon
 
A Electricidade de Portugal [EDP], com uma queda de 2,01% para os 2,44 euros, coi a principal responsável pela descida do índice. A empresa emitiu um comunicado em que reafirma que as negociações para a compensação do fim dos contratos de aquisição de energia ainda não estão terminadas. «Pelos vistos, não se confirmam, para já, os valores anunciados dos CAEs, que seriam acima do esperado, e isso retirou algum gás à EDP», disse o mesmo operador.

Hoje foi um dia de correcção sobretudo para os títulos com maior peso no índice, com o Banco Comercial Português [BCP] a descer 1,38% até aos 2,14 euros, apesar de ter fixado um novo máximo anual nos 2,19 euros.

O Jornal de Negócios adianta hoje que o banco e a AXA vão reiniciar as contactos sobre a Seguros & Pensões, tendo em vista a compra pelo grupo francês de, pelo menos, parte do negócio da «holding» seguradora do grupo nacional.

Ainda em correcção e a pressionar o índice a Portugal Telecom [PTC] depreciou 0,43% para os 9,36 euros, o Banco BPI [BPIN] caiu 0,62% e a Brisa [BRISA] desceu 0,86%, ainda com os investidores decepcionados com os resultados da concessionária de 2003.

A aguardar os resultados anuais que serão conhecidos esta semana, a Novabase [NBA] desceu 1,28% para os 7,70 euros, a Jerónimo Martins depreciou 0,91% até aos 9,81 euros e a Impresa [IPR] deslizou 2,12% para os 4,15 euros. A tecnológica e a distribuidora anunciam as contas amanhã e a empresa de media reporta os resultados na quinta-feira.

A ParaRede [PARA] ignorou o cenário de quedas nas bolsas e no sector, e hoje trepou mais 9,62% para os 0,57 euros, sendo de assinalar as 58 milhões de acções que foram negociadas e que equivalem a cerca de 26% do capital social da empresa.

A empresa liderada por Paulo Ramos tocou mesmo num máximo desde Fevereiro de 2002 nos 0,60 euros – que representa uma valorização de 130% face ao início de 2004 – depois de ter anunciado que vai converter em financiamentos de médio e longo prazo, com termo em 2009, cerca de 15,3 milhões de euros de dívida de curto prazo.

A Gescartão [GCT] estabeleceu um novo máximo histórico nos 9,46 euros. Os títulos subiram 1,19% para os 9,39 euros e continuam a beneficiar dos rumores de uma eventual oferta pública de aquisição (OPA) sobre a empresa, depois da Europac ter reforçado a posição no capital da empresa.

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