Bolsa PSI-20 encerra em alta com Jerónimo Martins a ganhar mais de 3%

PSI-20 encerra em alta com Jerónimo Martins a ganhar mais de 3%

O PSI-20 contrariou a tendência negativa dos principais índices europeus, numa sessão marcada pelo regresso do petróleo às fortes descidas. Por cá, a Jerónimo Martins foi a empresa que mais impulsionou, com uma subida superior a 3%.
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Rita Faria 25 de janeiro de 2016 às 16:54

A bolsa nacional encerrou a sessão desta segunda-feira, 25 de Janeiro, em alta pela terceira sessão consecutiva, contrariando a tendência das principais praças europeias. O PSI-20 valorizou 0,28% para 4.847,37 pontos, com seis cotadas em alta, nove em queda e duas inalteradas.

Lisboa contrariou, desta forma, a tendência negativa das principais praças europeias, que seguem com sinal vermelho, pressionadas, sobretudo, pelas energéticas, e pelas cotadas do sector financeiro, com destaque para os bancos italianos.

O índice que reúne as 600 maiores empresas europeias desce 0,85% para 335,47 pontos, depois de ter acumulado uma valorização de 5% nas duas sessões anteriores, marcadas pelo optimismo em torno da possibilidade de mais estímulos por parte do Banco Central Europeu (BCE).

A liderar as perdas no Velho Continente está o índice italiano, com uma descida de 1,94%, e o espanhol IBEX, que perde 2,01%.

Na bolsa nacional, a Jerónimo Martins foi a cotada que mais impulsionou o PSI-20. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos ganhou 3,22% para 11,70 euros, depois de o ministro das Finanças polaco ter anunciado as novas taxas sobre as retalhistas, que são menos penalizadoras do que se chegou a pensar. 

Ainda neste sector, a Sonae encerrou inalterada em 1,005 euros. 

A contribuir para a subida do PSI-20 esteve também a EDP Renováveis, com uma valorização de 0,48% para 6,871 euros, e a Galp Energia, que subiu 0,41% para 9,902 euros.

Segundo os dados operacionais divulgados esta manhã pela petrolífera, as matérias-primas processadas registaram um crescimento de 4,2% face ao último trimestre de 2014. Em termos de exploração e produção, a produção média "working interest" aumentou 43,3% para 52.100 barris por dia, no quarto trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

Os analistas do Barclays mantêm as perspectivas positivas para as acções da petrolífera, apesar de considerarem improvável a manutenção do ritmo de subida de dividendo. 

 

Na banca, o BCP desceu 0,8% para 3,72 cêntimos depois de a agência Moody’s ter considerado que o avanço de um imposto especial sobre o sector financeiro polaco, aprovado na semana passada pelo Parlamento, pode pôr em risco a rendibilidade e o rating atribuído aos bancos daquele país.   

Segundo a agência de notação financeira, o Bank Millenium – detido a 50,1% pelo BCP – seria o quarto banco mais afectado numa lista de dez.

 

Já o BPI, que apresenta os resultados de 2015 esta sexta-feira, perdeu 0,10% para 98,9 cêntimos. O CaixaBI estima que a instituição liderada por Fernando Ulrich tenha registado lucros de 43,8 milhões de euros nos últimos três meses do ano passado, valor que contribuirá positivamente para o saldo de 2015. 

A Pharol, que atingiu na semana passada um novo mínimo histórico de 20 cêntimos, desvalorizou 3,35% para 23,1 cêntimos.


(Notícia actualizada às 16h56)




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