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PT alivia queda e desce 4% em dia de novo mínimo histórico

A pressão que está a ser exercida sobre a Portugal Telecom, devido à subscrição de dívida da Rioforte, e os receios em torno de um incumprimento da Espírito Santo International (ESI) levaram as acções da operadora nacional para níveis nunca vistos. Os títulos chegaram a cair mais de 10%, seguindo agora a aliviar parte da queda.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 12:03

As acções da Portugal Telecom estão a perder 4,20% para 2,028 euros, tendo chegado a afundar 10,72% para 1,89 euros, um valor nunca antes atingido. Foi, aliás, a primeira vez que as acções recuaram para um valor inferior a 2,00 euros.

 

Esta é a terceira queda consecutiva acentuada das acções da PT, acumulando neste período uma descida de 11,8% e elevando para mais de 35% a queda desde o início deste ano.

 

Em causa está o investimento que a PT fez em papel comercial da Rioforte no montante de 900 milhões de euros, aplicação que vence na sua maioria a 15 de Julho e que pode estar em risco. A compra de papel comercial da Rioforte por parte da PT foi conhecida no dia 26 de Junho. Desde então as acções da operadora nacional já acumulam uma queda de 29,8%.

 

E a evolução do valor das acções tem sido acompanhada por um elevado volume. Até cerca de 11h30 desta quarta-feira, 9 de Julho, já tinham trocado de mãos 21,6 milhões de títulos, o que compara com a média diária de 7,49 milhões nos últimos seis meses. Aliás, a liquidez disparou a partir de sexta-feira, 27 de Julho, um dia depois de ser conhecido o investimento na Rioforte. Desde então que, por dia, trocaram de mãos mais de 12 milhões de acções.

 

A PT tem acompanhado também a evolução das acções da Oi, empresa com que se está a fundir. Nos últimos dois dias, os títulos da brasileira caíram 6,7%, negociando em 1,66 reais. E desde o início do ano, as acções da Oi já acumulam uma queda superior a 53%.

 

Gestão da PT alvo de fortes críticas

 

As críticas a este investimento na Rioforte têm aumentado de tom, tendo inclusivamente o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criticado abertamente a gestão da PT.

 

O BNDES diz considerar "as operações inconsistentes com padrões mínimos de boa governança corporativa". Tal como a própria Oi já tinha feito, o BNDES garante ter pedido mais informações "detalhadas" sobre a aplicação feita pela PT. O banco de fomento brasileiro é dos principais accionistas da Telemar e é um dos braços públicos no capital da operadora brasileira. O BNDES garante que a sua única preocupação é "a preservação dos interesses dos accionistas da Oi", não dizendo se tomará mais medidas em relação a este processo. Aproveita, no entanto, para renovar "a sua confiança na actual gestão da companhia", liderada por Zeinal Bava.

 

Os receios dos investidores aumentaram depois de ter sido conhecido que alguns clientes do Banque Privée Espírito Santo, que gere fortunas e é controlado pelo Espírito Santo Financial Group, estão confrontados com o atraso no reembolso das aplicações que fizeram em papel comercial da Espírito Santo International (ESI), "holding" de topo do Grupo Espírito Santo (GES) que está em situação de falência técnica. Um atraso que fonte da instituição atribui ao facto de a ES International ainda estar a ultimar o plano de reestruturação da dívida desta sociedade e que, de acordo com o mesmo responsável, passará por um alongamento dos prazos de reembolso.

 

Alguns clientes do Banque Privée Espírito Santo estão mesmo a começar a organizar-se para avançarem em conjunto com queixas contra a instituição e a ESI.

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