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PT cai para novos mínimos e arrasta bolsa nacional

A bolsa nacional regressou às quedas e a novos mínimos de 1996. Um comportamento que está a ser ditado pela descida de quase 2% da Portugal Telecom, que também está em mínimos de 1996.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 13:45
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O PSI-20 recua 0,16% para 4.510,24 pontos, com nove acções em queda, 10 em alta e uma inalterada. Entre os congéneres europeus a tendência é de ganhos, com os investidores a aliviarem a pressão sobre a Europa, depois de ontem a Comissão Europeia ter admitido dar mais um ano a Espanha para consolidar as suas contas públicas.

A Portugal Telecom é a acção que mais penaliza, depois de ter chegado a subir mais de 1%. As acções da operadora seguem a perder 1,85% para 3,08 euros, depois de terem tocado num novo mínimo de 1996. A penalizar a negociação estarão dois factores: por um lado as declarações de Zeinal Bava sobre a distribuição de remunerações accionistas, por outro a Vodafone a admitir uma quebra do mercado nacional superior à prevista.

Numa entrevista à CNBC, o presidente executivo da PT admitiu que a necessidade de se analisar a remuneração accionista no sector das telecomunicações, isto depois de já várias empresas, como a Telefónica, terem anunciado cortes nos dividendos que pagam aos accionistas.

António Coimbra, presidente da empresa, que ontem esteve no jantar-debate organizado pela APDC (Associação para o Desenvolvimento das Comunicações), acredita que o mercado, à semelhança do que aconteceu nos últimos três anos, vai voltar a cair. E poderá ser uma queda superior à prevista no início do ano.

Estes factores estão a penalizar a cotação da PT. A Sonaecom também está a desvalorizar 0,26% para 1,146 euros. Já a Zon está a valorizar 1,52% para 2,076 euros, depois de ter sido noticiado pelo "Diário Económico" que Isabel dos Santos poderá reforçar até 25% no capital da operadora liderada por Rodrigo Costa.

Do lado contrário, e a evitar uma queda mais acentuada, está a EDP, ao subir 0,36% para 1,665 euros, bem como a EDP Renováveis, que avança 0,68% para 2,94 euros. A empresa liderada por Manso Neto é a única cotada nacional, no universo ibérico das pequenas e médias capitalizações, no lote das preferidas do BPI. Esta aposta é justificada pela baixa avaliação actual da empresa que, aos olhos dos analistas deste banco de investimento, poderá vir a beneficiar de uma eventual oferta de aquisição por parte da "casa-mãe", a EDP. A companhia de energias verdes tem margem para quase duplicar a sua cotação face ao preço-alvo de 5,80 euros atribuído pelo BPI.


Já a Galp Energia está também a penalizar o índice ao perder 0,44% para 9,815 euros.

Na banca, num dia marcado pelas assembleias-gerais do BPI e do BCP, o sentimento não é definido. O BCP e o BPI estão a subir 0,99% para 0,102 euros e 2,77% para 0,371 euros, respectivamente. Já o BES está a cair 0,66% para 0,451 euros e o ESFG recua 0,19% para 5,14 euros.

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