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PT e Brisa determinam descida da bolsa

A bolsa nacional segue em queda, pressionada pela Portugal Telecom (que esta manhã já atingiu um máximo de mais de um ano) e pela Brisa. O PSI-20 recua 0,11%, numa sessão marcada instabilidade entre os principais índices bolsistas europeus.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 12:03
A bolsa nacional segue em queda, pressionada pela Portugal Telecom (que esta manhã já atingiu um máximo de mais de um ano) e pela Brisa. O PSI-20 recua 0,11%, numa sessão marcada instabilidade entre os principais índices bolsistas europeus.

O PSI-20 cai 0,11% para os 8.872,31 pontos, com 13 acções a descer, seis a subir e uma inalterada. Os congéneres europeus seguem sem uma tendência definida, com variações pouco acentuadas. O dia será marcado pela apresentação de resultados do Goldman Sachs e do Citigroup, números que poderão influenciar a evolução dos índices dependendo dos dados divulgados.

Na bolsa nacional, é a Portugal Telecom que mais penaliza ao perder 0,96% para os 8,052 euros, depois de ontem ter subido mais de 4% e de esta manhã já ter atingido o valor mais elevado desde Maio de 2008, ao tocar nos 8,14 euros.

Ainda no sector das telecomunicações, a Zon sobe 0,16% para os 4,958 euros e a Sonaecom recua 0,19% para os 2,063 euros. As acções da Zon já atingiram esta manhã o valor mais elevado desde Outubro de 2008, ao transaccionarem nos 5,011 euros.

O presidente da Zon Multimédia, Rodrigo Costa, afastou, em entrevista à “Briefing”, quaisquer rumores de uma possível fusão com a Sonaecom. A revista, na sua edição de Outubro, recorda que o UBS defendeu que a reeleição do PS dá mais força a uma possível fusão entre as duas operadoras.

A Brisa recua 0,63% para os 7,135 euros, contribuindo para a evolução do índice.

A contrariar a tendência de perdas e a evitar uma queda maior do PSI-20 está a banca, com o BCP a ganhar 1,73% para os 1,061 euros e o BPI a subir 0,36% para os 2,489 euros. Já o BES está a recuar 0,13% para os 5,243 euros. Os resultados dos bancos portugueses no terceiro trimestre começam a ser apresentados na próxima semana, com as estimativas a apontarem para um forte crescimento dos lucros. Devem quase duplicar.

No sector da energia, a EDP e a EDP Renováveis surgem hoje com destaque, depois do UBS ter emitido notas de “research”.

As acções da EDP Renováveis cedem 0,36% para os 7,372 euros, depois de o UBS ter revisto em baixa a recomendação atribuída à empresa, que caiu de “neutral” para “vender”. E justifica a posição negativa perante a companhia liderada por Ana Maria Fernandes com o facto da avaliação das acções da cotada lusa ter ido “longe demais”.

Já para a EDP o “research” divulgado foi mais animador, com a casa de investimento a recomendar aos investidores a “compra” das acções da eléctrica. E dá mesmo três razões para que o façam, sendo a principal o facto de através da EDP se conseguir estar exposto ao negócio das energias renováveis, mas com desconto.

As acções da EDP descem 0,19% para os 3,175 euros.

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