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PT pressiona bolsa nacional

A bolsa nacional seguia a desvalorizar pressionada essencialmente pela Portugal Telecom, que, em conjunto com a Telefónica, pretende abrandar os investimentos no Brasil com o objectivo de melhorar a rentabilidade das margens mas em que também estimaram um

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 13 de Dezembro de 2005 às 12:15
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A bolsa nacional seguia a desvalorizar pressionada essencialmente pela Portugal Telecom, que, em conjunto com a Telefónica, pretende abrandar os investimentos no Brasil com o objectivo de melhorar a rentabilidade das margens mas em que também estimaram uma queda nas quotas de mercado nas suas participadas brasileiras.

O PSI-20 perdia 0,39% para os 8.222,56 pontos com quatro acções em queda, 11 a subir e cinco inalteradas.

A Portugal Telecom [ptc] deslizava 0,98% para os 8,09 euros. A PT e a sua parceira no Brasil, Telefónica Móviles, pretendem abrandar os investimentos no país com o objectivo de melhorar a rentabilidade das margens.

Os investimentos realizados no Brasil devem cair 20% em 2006 e deverá registar-se já uma recuperação nas margens.

As previsões da PT e da Telefónica Móviles apontam para um aumento da concorrência essencialmente entre 2005 e 2006, com uma estabilização do mercado a partir de então. Contudo as participadas deverão perder quotas de mercado. A subsidiária PT Multimedia [ptm] também seguia em queda de 0,32% para os 9,42 euros.

A Energias de Portugal [edp] também pressionava com uma desvalorização de 0,39% para os 2,54 euros. A eléctrica anunciou sexta-feira que chegou a acordo para comprar a empresa de parques eólicos espanhola Nuon España, por 478 milhões de euros.

O Banco BPI [bpin] também contribuía para a tendência do principal índice da bolsa nacional ao escorregar 0,80% para os 3,74 euros enquanto o Banco Espírito santo [besnn] travava perdas maiores com uma subida de 0,23% para os 13,33 euros. O Banco Comercial Português [bcp] seguia estável nos 2,09 euros.

A Sonae SGPS [son] perdia 0,67% para os 1,49 euros e o sector «media» também desvalorizava. A Cofina [cofin] caía 0,31% para os 3,17 euros, a Media Capital deslizava 0,69% para os 7,20 euros e a Impresa recuava 0,39% para os 5,10 euros.

A Lisbon Brokers baixou a recomendação para as acções da Impresa de «compra» para «manter», uma vez que a empresa valorizou 8% nas últimas duas semanas e aproximou-se do preço-alvo de 5,30 euros que a casa de investimento tem para a empresa liderada por Pinto Balsemão. A empresa teve um desempenho de 6,2% acima do PSI-20 nesse período.

A Brisa [brisa] escorregava 0,14% para os 6,97 euros no dia em que os analistas do BPI desdramatizaram o impacto negativo do TGV para a concessionária. O impacto na Brisa não deverá ser tão negativo uma vez que na A1, a maior parte do trânsito situa-se nos extremos da mesma e continua a ser mais barato viajar de automóvel, explicam os analistas no Iberian Daily do BPI no dia em que o ministro das Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino adiantou que o investimento total no projecto de alta velocidade ferroviária vai ascender a 8,18 mil milhões.

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