Mercados Queda das exportações chinesas deixa Wall Street sem direção

Queda das exportações chinesas deixa Wall Street sem direção

A quarta queda consecutiva mensal nas exportações da segunda maior economia do mundo trouxe alguma incerteza aos principais índices dos Estados Unidos, sublinhando os receios sobre o impacto que a guerra comercial está a ter nas economias dos dois países.
Queda das exportações chinesas deixa Wall Street sem direção
Gonçalo Almeida 09 de dezembro de 2019 às 14:53

Os principais índices de Wall Street abriram a primeira sessão da semana a negociar de forma mista, com o sentimento a ser travado pelos números negativos sobre as exportações chinesas, numa semana em que o foco está também na reunião de terça-feira e quarta-feira, dias 10 e 11 de dezembro, da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Por esta altura, o Dow Jones segue a cair 0,2% para 27.957,73 pontos e o S&P 500 sobe 0,02% para 3.146,49 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite segue a mesma tendência, ao subir 0,18% para 8.671,68 pontos.

Na China, as exportações em novembro caíram 1,1% em termos homólogos, mas a maior queda homóloga no volume exportado foi para os Estados Unidos (-23%), o que representa o declínio mais expressivo desde fevereiro e o décimo segundo mês consecutivo em que as exportações para Washington caem.

Na passada sexta-feira, os três maiores índices de Wall Street tinham beneficiado com os dados do mercado laboral, com a criação de emprego maior do que o esperado, e pelo otimismo em torno da relação comercial entre a China e os Estados Unidos. No entanto, o sentimento nesta primeira semana derrapou.

A deixar algumas nuvens no horizonte dos investidores está também a falta de novidades sobre a relação comercial entre as duas maiores economias do mundo, uma vez que, caso nada seja feito em contrário, no próximo dia 15 de dezembro, os Estados Unidos vão começar a impor novas tarifas sobre produtos importados da China, incluindo smartphone e brinquedos.

Em foco está também a reunião de dois dias da Reserva Federal do Estados Unidos, que irá decorrer na próxima quarta-feira. Apesar de grande parte dos analistas não considerar provável alguma alteração nas taxas de juro do país, principalmente depois dos dados fortes do emprego, a reunião não passará despercebida.




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