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Queda das reservas de gasolina nos EUA provoca alta no petróleo

As cotações do petróleo seguiam a subir nos mercados internacionais, sustentadas pela primeira quebra em cinco semanas das reservas norte-americanas de gasolina. Em Londres sobe masi de 2%.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 18:46
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As cotações do petróleo seguiam a subir nos mercados internacionais, sustentadas pela primeira quebra em cinco semanas das reservas norte-americanas de gasolina.

O contrato de Setembro do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência para os Estados Unidos, seguia a ganhar 2,10% no mercado nova-iorquino, para 124,76 dólares por barril, tendo já estado a a cotar nos 125,98 dólares (+3,1%).

Na sessão de ontem, o WTI atingiu um mínimo desde 6 de Maio, nos 120,42 dólares, penalizado pela valorização do dólar face ao euro, o que diminui a atractividade da matéria-prima para os investidores como cobertura contra o risco de inflação.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, valorizava 2,49% para 125,77 dólares.

As reservas de gasolina diminuíram em 3,53 milhões de barris, para 213,6 milhões, na semana passada nos EUA, anunciou o Departamento norte-americano da Energia. Os analistas inquiridos pela Bloomberg previam um aumento de 350.000 barris dos “stocks” de gasolina.

Os inventários de crude caíram menos do que o esperado e os de produtos destilados -que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – aumentaram.

“Estamos a prestar mais atenção aos números relativos à gasolina porque teve a maior variação relativamente às expectativas”, comentou à Bloomberg um analista de energia da Citi Futures Perspective, Tim Evans. “Trata-se da primeira notícia ‘bullish’ das últimas semanas para a gasolina”, acrescentou.

O consumo de combustível nos EUA atingiu uma média de 20,2 milhões de barris por dia nas últimas quatro semanas, o que corresponde a menos 2,4% face ao mesmo período do ano passado.

Este não é um valor habitual, já que o consumo de gasolina atinge um pico durante o Verão do outro lado do Atlântico. A chamada “driving season” nos EUA tem início no fim-de-semana do “Memorial Day”, em finais de Maio, e prolonga-se até ao “Labor Day”, em inícios de Setembro.

No entanto, o abrandamento económico mundial tem reduzido a procura de combustível, factor que também tem estado a contribuir para a queda dos preços do crude.

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