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Queda das reservas nos EUA impulsiona petróleo. Brent supera os 50 dólares.

O petróleo está em alta pela segunda sessão, impulsionado pela queda das reservas de crude nos Estados Unidos. Em Londres, o Brent sobe mais de 1% para negociar na casa dos 50 dólares.

Bloomberg
Negócios 13 de Agosto de 2015 às 11:25
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O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais pela segunda sessão consecutiva, depois de ter sido divulgado que as reservas de crude nos Estados Unidos caíram pela terceira semana consecutiva.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,53% para 43,53 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres e que serve de referência às importações europeias, avança 1,31% para 50,31 dólares. O Brent baixou a fasquia dos 50 dólares no dia 3 de Agosto pela primeira vez desde o final de Janeiro.

Esta quarta-feira, a Administração de Informação de Energia revelou que as reservas de crude nos Estados Unidos diminuíram em 1,68 milhões de barris na semana passada para um total de 453,6 milhões de barris.

Os preços da matéria-prima têm alternado entre os ganhos e as perdas durante esta semana, em que a actuação do banco central da China – que decidiu desvalorizar o yuan – afectou os mercados bolsistas, as divisas e as matérias-primas. Ainda assim, o petróleo está quase 30% abaixo do máximo de Junho, devido aos sinais de excesso de oferta a nível global.

Ontem, a Agência Internacional de Energia alertou, no seu relatório mensal, para o ritmo "vertiginoso" de crescimento da oferta de petróleo e avisou que o excedente se deverá prolongar no próximo ano. Isto apesar de a produção dos países fora da OPEP cair e da procura aumentar.

Segundo as estimativas da AIE, o excedente global deverá atingir 1,4 milhões de barris por dia, no segundo semestre deste ano, antes de diminuir para 850 mil barris em 2016. Assim, as reservas não deverão cair até ao último trimestre do próximo ano, ou até mesmo depois, caso as sanções ao Irão sejam levantadas. "Ainda que o reequilíbrio já tenha começado, o processo deverá prolongar-se, já que o excesso de oferta deverá persistir até 2016 – sugerindo que as reservas globais vão crescer ainda mais", refere o relatório. 

De acordo com a agência sediada em Paris, o crescimento da procura mundial por petróleo, em 2015, vai mais do que duplicar face ao ano passado, com as economias a recuperarem e os preços baixos nos Estados Unidos a estimularem o consumo. Por esse motivo, este organismo revê em alta as suas estimativas para o consumo em 2016, projectando um crescimento de 1,4 milhões de barris por dia para um total de 95,6 milhões de barris diários. "A tendência emergente mostra uma relação clara entre os preços acentuadamente mais baixos, a aceleração do crescimento da procura por petróleo e a recuperação das condições económicas", explica o relatório.

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