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Queda das taxas de juro dita fuga dos certificados de aforro em Janeiro

Os resgates voltaram a superar as novas subscrições dos certificados de aforro, no mês de Janeiro, depois de dois meses em que este produto de poupança do Estado apresentou saldos líquidos positivos. A fuga reflecte a redução acentuada da rendibilidade dos certificados, já que em Janeiro a taxa foi a mais baixa de sempre da nova Série C.

Paulo Moutinho 18 de Fevereiro de 2009 às 08:38
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Os resgates voltaram a superar as novas subscrições dos certificados de aforro, no mês de Janeiro, depois de dois meses em que este produto de poupança do Estado apresentou saldos líquidos positivos. A fuga reflecte a redução acentuada da rendibilidade dos certificados, já que em Janeiro a taxa foi a mais baixa de sempre da nova Série C.

De acordo com o boletim mensal do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), publicado ontem, os portugueses aplicaram, em Janeiro, 111 milhões de euros nestes instrumentos de gestão pública. Contudo, retiraram 119 milhões de euros, o que representa um saldo mensal negativo de oito milhões de euros.

Em Novembro e Dezembro verificou-se uma inversão na tendência desde a introdução da Série C, com as subscrições a superarem os resgates em três e dois milhões de euros, respectivamente. Só em Janeiro, o saldo líquido foi negativo em oito milhões, anulando o desempenho positivo dos dois últimos meses de 2008.

No total, considerando só a nova Série C, os portugueses retiraram 2.266 milhões de euros dos certificados de aforro, contra 1.269 milhões de euros aplicados, o que resulta numa fuga de 997 milhões de euros deste produto de poupança em cerca de um ano. Um reflexo das alterações introduzidas, que tornaram os certificados menos atractivos.

A fuga em Janeiro reflecte a reduzida rendibilidade apresentada pelos certificados. A forte queda das Euribor, ajustando aos corte de juros do Banco Central Europeu (BCE), levou a que a taxa oferecida aos novos subscritores fosse a mais baixa desde a introdução da Série C. Fixou-se nos 2,426%.

Antecipa-se uma manutenção da fuga dos investidores deste produto de poupança do Estado, neste mês de Fevereiro. Isto porque a taxa oferecida para as subscrições efectuadas este mês desceu para 1,736%, brutos. Com a continuação da queda da Euribor a três, que está já em mínimos históricos, a taxa para Março será ainda mais reduzida.

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