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Queda dos direitos pressiona acções do BCP para desvalorização de quase 4%

Direitos de subscrição do aumento de capital estão a afundar 13,3%, continuando a pressionar as acções.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 30 de Maio de 2011 às 15:10
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As acções do Banco Comercial Português acentuaram a tendência de queda da manhã, seguindo agora a perder mais de 3% para 0,483 euros.

Os títulos estão a ser pressionados pelos direitos, que recuam 13,33% para 0,013 euros, levando as acções a recuarem um máximo de 3,8% para 0,481 euros. Entre as acções que integram o índice Dow Jones para a banca europeia, o BCP sofre a terceira maior queda diária. Pior só dois bancos gregos.

Estes títulos começaram a negociar na sexta-feira e no espaço de dois dias as acções do banco acumulam uma perda de 6,8%. Esta desvalorização leva o BCP a negociar já muito perto do mínimo histórico fixado a 10 de Janeiro nos 0,4687 euros.

Apesar da perda de valor dos direitos, estes continuam “baratos” na bolsa tendo em conta a cotação das acções, um facto justificado pelo facto de os detentores destes títulos estarem vende-los em bolsa para não participar no aumento de capital.

Tendo em conta o preço dos direitos, as novas acções estão avaliadas em 0,4767 euros. Com esta situação de desequilíbrio, os investidores optam por vender acções do BCP em bolsa, uma vez que os direitos estão mais “baratos”. Hoje foram já transaccionados mais de 360 milhões de direitos.

As novas acções podem começar a ser subscritas através do exercício dos direitos a partir de hoje, com este período a prolongar-se até 9 de Junho. A partir de 7 de Junho, inclusive, as ordens já não podem ser revogadas.

Os accionistas que não pretendam participar no aumento de capital, bem como os investidores que queiram comprar novas acções, podem negociar os direitos em bolsa a partir de hoje até 3 de Junho. A operação vai resultar num encaixe de 260 milhões de euros para o BCP.


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