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Queda generalizada na Bolsa nacional

A bolsa nacional acompanhava as fortes quedas europeias que seguiam pressionadas pelo facto de empresas, como a Intel e a Yahoo, terem apresentado resultados que ficaram abaixo das estimativas do mercado. O PSI-20 desvalorizava 1,14% numa altura em que to

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 18 de Janeiro de 2006 às 12:15
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A bolsa nacional acompanhava as fortes quedas europeias que seguiam pressionadas pelo facto de empresas, como a Intel e a Yahoo, terem apresentado resultados que ficaram abaixo das estimativas do mercado. O PSI-20 desvalorizava 1,14% numa altura em que todos os títulos, com excepção da ParaRede que seguia inalterada, perdiam.

O principal índice da bolsa nacional cotava nos 8.793,23 pontos, acompanhando a tendência dos congéneres europeus que seguiam na maioria também com desvalorizações superiores a 1%. A Intel e a Yahoo caíam mais de 8% na bolsa alemã depois de terem apresentado resultados que decepcionaram o mercado.

Em Portugal os «pesos pesados» eram os títulos que mais pressionavam. O Banco Comercial Português [bcp] recuava 1,66% para os 2,37 euros, a Energias de Portugal [edp] depreciava 1,08% para os 2,76 euros e a Portugal Telecom [ptc] escorregava 0,59% para os 8,45 euros.

A empresa liderada por Miguel Hosta e Costa continua a reflectir o anúncio de ontem da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de que o mercado móvel brasileiro registou uma expansão recorde no ano passado e que a Vivo, empresa controlada pela PT e pela Telefónica, continua a perder quota de mercado, tendo finalizado o ano com 34,5% do mercado. A participada PT multimédia [ptm] cedia 1,02% para os 9,67 euros.

A eléctrica nacional desvalorizava um dia depois do ING ter reduzido a recomendação para os seus títulos de «comprar» para «manter», devido à actividade da empresa nos sectores da distribuição e no mercado ibérico. Apesar da redução da recomendação, a casa de investimento subiu o preço alvo da EDP dos 2,60 euros para os 2,90 euros, no final de 2006.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo [besnn] caía 0,74% para os 13,40 euros enquanto o Banco BPI [bpin] deslizava 1,22% para os 4,04 euros. O BCP deverá anunciar lucros de 691 milhões de euros, relativos ao ano de 2005, segundo os analistas da JP Morgan. Esta estimativa representa um aumento de 13,9% face ao ano anterior e não contabiliza, ainda, os ganhos da venda do PZU e dos activos do sector bancário e segurador em Macau.

A concessionária de auto-estradas Brisa [brisa] seguia a descer 1,10% para os 7,21 euros. No Iberian Daily de hoje do BPI, os analistas do banco de investimento consideram que o adiamento das adjudicações de concessões rodoviárias, como o caso da Grande Lisboa, é «negativo» essencialmente para a Brisa que tem sido dada como a vencedora. Segundo o mesmo «research», a Mota-Engil «também poderá ser afectada». Os títulos da construtora recuavam 0,59% para os 3,39 euros.

A Sonae SGPS [son] escorregava 1,64% para os 1,20 euros e a Sonae Indústria [sona] recuava 2,47% para os 6,71 euros, depois de ontem ter confirmado em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que os títulos da «nova» Sonae Indústria, que foram trocados por direitos atribuídos aos accionistas da Sonae SGPS, vão ser admitidos à negociação no Eurolist da Euronext Lisbon, no próximo dia 20 de Janeiro.

A Impresa liderava as quedas no sector dos «media», ao recuar 1% para os 4,97 euros. No restante sector, a Media Capital descia 0,79% para os 7,49 euros enquanto a Cofina [cofi] escorregava 0,65% para os 3,04 euros.

Apesar do Millennium bcp investimento ter aumentando de «neutral» para «comprar» a recomendação e o preço-alvo de 6,95 euros para os 7,45 euros para as acções da Novabase, a tecnológica não escapava à tendência geral, seguindo com uma queda de 0,16% para os 6,34 euros. Os analistas justificam a revisão com a perspectiva de crescimento da quota de mercado da empresa.

A Altri liderava as desvalorizações no PSI-20 ao depreciar 5,36% para os 2,65 euros.

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