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"A economia e os mercados financeiros enfrentam desafios extraordinários"

O presidente da Reserva Federal norte-americana disse hoje que o governo pode precisar de aumentar as ajudas aos bancos além dos 700 mil milhões de dólares já aprovados além de tomar outras medidas agressivas mesmo que isso custe o aumento do défice orçamental do país. Ben Bernanke lembra que "a economia e os mercados financeiros enfrentam desafios extraordinários".

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 03 de Março de 2009 às 15:32
O presidente da Reserva Federal norte-americana disse hoje que o governo pode precisar de aumentar as ajudas aos bancos, além dos 700 mil milhões de dólares já aprovados, e de tomar outras medidas agressivas mesmo que isso custe o aumento do défice orçamental do país. Ben Bernanke lembra que “a economia e os mercados financeiros enfrentam desafios extraordinários”.

O presidente da Fed considera que a conjuntura económico-financeira pode justificar o aumento das ajudas aos bancos além dos 700 mil milhões de dólares já aprovados e outras medidas agressivas, mesmo à custa do aumento do défice orçamental.

“Sem um grau razoável de estabilidade financeira, não vai ocorrer uma recuperação sustentada”, disse hoje o presidente da Fed num discurso no comité do orçamento no Senado.

O primeiro orçamento apresentado pela administração Obama prevê uma autorização para ajudar com mais 750 mil milhões de dólares a indústria financeira. O défice orçamental dos EUA deverá atingir os 3,55 biliões de dólares no próximo ano fiscal.

Bernanke admite que os governantes “preferiam evitar” o que provavelmente será o maior défice orçamental do país desde o final da Segunda Guerra Mundial e pede aos membros do senado que não percam de vista a disciplina fiscal.

Mas, lembra, “a nossa economia e os mercados financeiros enfrentam desafios extraordinários” e fazer menos agora pode acabar por custar mais no futuro, disse o responsável pela política monetária norte-americana.

“Estamos melhor movendo-nos agressivamente hoje para resolver os nossos problemas económicos; a alternativa seria um episódio prolongado de estagnação”, acrescentou.

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