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"Acções deverão cair 15% face aos níveis actuais"

Os investidores devem preparar-se, no curto prazo, para uma correcção das bolsas, ajustando-se à debilidade da economia real. O alerta é de Beatriz Tejero, analista de macroeconomia e estratégia de investimento da Ibersecurities, em Madrid.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 29 de Maio de 2009 às 15:38
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Os investidores devem preparar-se, no curto prazo, para uma correcção das bolsas, ajustando-se à debilidade da economia real. O alerta é de Beatriz Tejero, analista de macroeconomia e estratégia de investimento da Ibersecurities, em Madrid.

É expectável que o "rally" dos últimos três meses se mantenha?

No curto-prazo, deverá haver uma correcção. No início de Março, o prémio de risco das acções estava nos 12%, sendo a média de longo prazo de 4,5%. Agora, o prémio de risco contraiu-se para o nível de 5%, o que significa que o mercado está a descontar uma "situação normal", o que infelizmente não é o caso. O prémio de risco deve expandir-se para 7,5%, o que implica uma queda de cerca de 15% face aos actuais níveis de valorização.

Os últimos dados económicos sinalizam uma estabilização da economia. Considera que são suficientes para sustentar o "rally" no mercado accionista?

Definitivamente, não. Os sinais de melhoria reflectem as quedas severas nas acções não só no quarto trimestre de 2008 como em Janeiro e Fevereiro. Os níveis dos inventários desceram muito depois disso, por isso, a melhoria subsequente da actividade surgiu em larga medida da necessidade de recompor os "stocks". Agora, os indicadores económicos como o ISM [actividade industrial] e o índice da Reserva Federal de Richmond revelam que os gestores consideram que os inventários voltam a estar demasiado elevados, o que significa que, provavelmente, a actividade vai abrandar nos próximos meses.

A correcção que antevê será severa ou um mero ajustamento face às recentes subidas?

Será um ajustamento face à situação da economia real. Além disso, haverá um "trade-off" entre obrigações corporativas e acções. Nesse sentido, as movimentações irão estar mais dependentes do valor relativos entre activos do que do valor fundamental das acções.

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