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"Ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas"

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirma, num artigo de opinião publicado hoje no "Público" que o "Governo fez o que devia fazer para defender os interesses estratégicos de Portugal e da PT", e sublinha que "ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas".

Negócios negocios@negocios.pt 01 de Julho de 2010 às 08:56
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O primeiro-ministro, José Sócrates, afirma, num artigo de opinião publicado hoje no “Público” que o “Governo fez o que devia fazer para defender os interesses estratégicos de Portugal e da PT”, e sublinha que “ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas”.

“A PT é uma empresa muito importante para o País. E a participação da PT na Vivo é um activo estratégico de sucesso no mercado brasileiro – é mesmo a empresa de telecomunicações nº 1 no Brasil. Sucede que a internacionalização da PT e a sua presença no Brasil é absolutamente fundamental para a economia portuguesa”.

“Eu compreendo, por isso, muito bem o interesse dos espanhóis da Telefónica em comprar uma empresa tão boa como a Vivo, tal como compreendo os interesses financeiros dos accionistas da PT em obterem ganhos de curto prazo”, diz Sócrates.

“Mas ao Estado Português não compete defender os interesses das empresas espanholas, nem interesses financeiros de curto prazo - mas sim os interesses estratégicos do País. E a verdade é que esta proposta não convenceu o Estado, não convenceu o Governo”.

No artigo de opinião, publicado no “Público”, o primeiro-ministro acrescenta que “ninguém atropelou os direitos legítimos e até compreensivos de outros accionistas. O Estado limitou-se a não permitir que os seus interesses fossem desconsiderados e ignorados e afirmou-os no quadro dos estatutos da empresa que sempre foram reconhecidos por todos os accionistas”.

“Ora o Governo – pelo menos este Governo – não abdica de nenhum instrumento disponível para defender os interesses estratégicos de Portugal. Se alguém não sabia disso, agora ficou a saber”, conclui.


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