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"Novas" acções são passo definitivo para a Glintt cortar com o passado

Novo nome, nova gestão, novos negócios e... "novas" acções, mais "caras". É assim a nova ParaRede, ou melhor, a Glintt, empresa que resultou da fusão da Consiste com a "mítica" cotada nacional que "regressa" à bolsa no final da semana, concluída a renominalização do valor dos títulos, avaliada em 1,50 euros, por acção. Até lá, estão suspensas.

Paulo Moutinho 04 de Agosto de 2008 às 00:01
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Novo nome, nova gestão, novos negócios e... “novas” acções, mais “caras”. É assim a nova ParaRede, ou melhor, a Glintt, empresa que resultou da fusão da Consiste com a “mítica” cotada nacional que “regressa” à bolsa no final da semana, concluída a renominalização do valor dos títulos, avaliada em 1,50 euros, por acção. Até lá, estão suspensas.

A ainda ParaRede volta a ser negociada no mercado de capitais na sexta-feira, dia 8 de Agosto, já com uma nova denominação: Glintt. Os títulos serão mais “caros”. Cada acção, com base no preço de fecho da última sessão da semana passada, os 0,15 euros, terá um valor de 1,50 euros. Mas na realidade, a empresa valerá exactamente o mesmo, e o investimento dos accionistas permanecerá igual.

Então, o que muda? Para os investidores, muda o número de acções que terão em carteira. A atribuição das acções renominalizadas será efectuada na proporção de uma acção de valor nominal de um euro, por cada dez títulos detidos actualmente, com o valor nominal de dez cêntimos. Ou seja, se tiver mil acções, fica com cem títulos da Glintt.

O processo é inverso ao “stock-split”, realizado por várias empresas da bolsa de Lisboa, e, como tal, é conhecido por “reverse stock-split”, uma operação que estará a cargo da Interbolsa. O objectivo é “reduzir a volatilidade dos títulos e ancorar o valor nominal da acção à unidade base monetária. Trata-se apenas de uma operação de carácter meramente nominal, não havendo qualquer alteração no capital ou no valor da sociedade”, afirma Raúl Lufinha, “Investor Relations” da Glintt, ao Jornal de Negócios.

Glintt acaba com nove anos atribulados de ParaRede

A alteração do valor nominal dos títulos representativos do capital é um dos últimos passos para que a nova empresa corte, definitivamente, com o passado. O último é mesmo a alteração da denominação do nome da cotada. A ParaRede dá lugar à Glintt e acaba, assim, um historial de pouco mais de nove anos.

Fonte oficial da Euronext Lisbon confirmou, ao Jornal de Negócios, a alteração do registo de ParaRede para Glintt. Desaparece, assim, um nome famoso entre os pequenos investidores e uma das “penny stock” mais agitadas da bolsa. Uma cotada que teve o momento alto no arranque do milénio, que se esvaziou no fim da “bolha das tecnológicas”.

As acções chegaram a valor mais de 8,50 euros, em 2000. No ano e meio que se seguiu afundou mais de 95% e, desde então, o desempenho não tem sido melhor. Neste período, o mercado foi reagindo negativamente a uma série de resultados que defraudaram as expectativas.

Nova gestão com contas em alta

A empresa só regressou aos lucros no último exercício trimestral de 2005, já pela “mão” de Pedro Rebelo Pinto, que substituiu Paulo Ramos na presidência executiva da ParaRede. Com a fusão, com a Consiste, da qual resulta a Glintt, a gestão passa a estar a cargo de Fernando Costa Freire.

O ex-presidente executivo da Consiste, a empresa de tecnologias da Associação Nacional de Farmácias (ANF), que é agora a maior accionista da Glintt (com cerca de 50% do capital), assume a liderança, numa altura em que a fusão começa já a dar frutos... visíveis nas contas.

A Glintt apresentou os primeiros resultados, semestrais, há pouco mais de duas semanas. Os lucros atingiram os 2,6 milhões de euros, um aumento de 406%, ou seja, de cinco vezes, face aos lucros registados pela ParaRede no mesmo período, há um ano atrás. Um forte crescimento sustentado pelo desempenho das unidades da Consiste. Mas a ParaRede também deu o seu contributo, com os lucros da empresa a crescerem 46%, sem a fusão.



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