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"Preferíamos que quem emite opiniões se calasse"

Carlos Santos Ferreira, presidente do Banco Comercial Português, reiterou hoje que banco não necessita de pedir mais dinheiro aos accionistas, uma vez que tem "capital mais que suficiente" para cumprir as recomendações do Banco de Portugal. Por isso pede aos analistas que se calem sobre esta matéria.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 17:59
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Carlos Santos Ferreira, presidente do Banco Comercial Português, reiterou hoje que banco não necessita de pedir mais dinheiro aos accionistas, uma vez que tem “capital mais que suficiente” para cumprir as recomendações do Banco de Portugal. Por isso pede aos analistas que se calem sobre esta matéria.

Em conferência de imprensa Carlos Santos Ferreira adiantou que “temos capital mais que suficiente”.

“Portanto ou se mudam as recomendações do Banco de Portugal ou preferíamos que quem emite opiniões se calasse. Se não acontecer, paciência”, disse Santos Ferreira na apresentação de resultados do banco, reiterando que “está confortável com os rácios de capital” do BCP.

O Banco de Portugal recomenda que os bancos apresentem um rácio Tier I de 8%. No final de Setembro o banco apresentava um rácio de 8,9%.

Agora através do CEO, Carlos Santos Ferreira volta a atacar as notas de “research” dos analistas, que continuam a mostrar preocupações com os rácios de capital do banco, especulando sobre a necessidade do BCP ter que realizar um aumento de capital.

Ainda hoje o Nomura adiantou em “research” que o “BCP ainda necessita de reforçar os seus rácios de capital”, devido a estes serem “relativamente baixos”, bem como a “um elevado défice do fundo de pensões”.

Em Outubro o BCP também reagiu de forma violenta a um “research” do UBS, que adiantava que o banco precisava de efectuar um aumento de capital.

“Não precisamos de capital. A UBS fez a tomada firme do aumento de capital do BES e da operação que o BCP faria caso a OPA sobre o BPI tivesse tido sucesso. A UBS deve querer milhões de euros em comissões”, criticou na altura Nelson Machado, administrador do BCP, num encontro com jornalistas.


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