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"Qualquer aumento de impostos é um desincentivo ao investimento no mercado de capitais"

Miguel Athayde Marques, presidente da Euronext Lisbon, considera que "qualquer aumento de impostos" sobre as mais-valias obtidas em bolsa, é um "desincentivo ao investimento no mercado de capitais". E deixou o alerta: as medidas propostas "podem levar a uma deslocalização da indústria financeira para outros mercados".

Paulo Moutinho 14 de Outubro de 2009 às 16:41
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Miguel Athayde Marques, presidente da Euronext Lisbon, considera que “qualquer aumento de impostos” sobre as mais-valias obtidas em bolsa, é um “desincentivo ao investimento no mercado de capitais”. E deixou o alerta: as medidas propostas “podem levar a uma deslocalização da indústria financeira para outros mercados”.

Em “conference call” com jornalistas, Athayde Marques reagiu às propostas apresentadas ontem no Relatório do Grupo para o Estudo da Política Fiscal. Entre as medidas mais sonantes estão o aumento da tributação de 10% para 20%, e o fim da isenção de imposto nos investimentos com prazos superiores a 12 meses.

O presidente da gestora do mercado de capitais nacional lembrou que o relatório “salienta a necessita da realização de um estudo sério sobre a tributação”, e que neste mesmo documento é dado o alerta para o facto de este ser “um sector permeável à concorrência internacional”

Ainda assim, a proposta de aumento do imposto sobre mais-valias mereceu reparos. “Qualquer aumento de impostos é um desincentivo ao investimento no mercado de capitais”, afirmou, sublinhando a possibilidade deste vir a “provocar uma diminuição na liquidez”.

“A liquidez é muito importante”. A redução “pode levar ao afastamento dos investidores internacionais”, alertou Miguel Athayde Marques. “A liquidez gera liquidez. É fundamental para a valorização das acções e, consequentemente, das empresas”, concluiu.

O presidente da Euronext Lisbon destacou que “estas alterações impendem sobre os investidores residentes. Estes investidores, e mesmo os institucionais, podem deslocalizar as suas operações para outras praças”. Podem “levar a uma deslocalização da indústria financeira para outros mercados”, acrescentou.

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